A primeira audiência de instrução do caso Davi Fiúza, desaparecido em 2014, na comunidade de Vila Verde, em Salvador, estava marcada para ocorrer nesta quinta-feira (8), mas foi adiada. De acordo com informações da TV, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) não localizou todos os policiais envolvidos para que fossem intimados para a audiência. Ainda não há uma nova data definida.
O jovem Davi Fiúza, aos 16 anos na época do ocorrido, desapareceu em outubro de 2014, após uma operação da 49ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/São Cristóvão) e do Pelotão Especial Tático Operacional (Peto) no bairro de São Cristóvão. Davi saiu de casa, por volta das 7h30 para ir à casa da namorada e foi para uma rua sem asfalto.
Quando conversava com uma vizinha na Rua Vila Verde, em São Cristóvão, ele foi levado por um grupo de homens. Duas semanas depois, a mãe do adolescente, Rute Fiúza, divulgou o caso, acusando policiais militares pelo sumiço. "Meu filho estava na rua, conversando com uma moradora, quando policiais da PM, Rondesp e Peto chegaram ao local", disse Rute. Segundo a mãe, o grupo dirigia dois carros descaracterizados, um Gol prata e um Sandero cinza.
Em abril de 2016, o inquérito do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indiciou 23 PMs pelo assassinato do jovem, além dos crimes de ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Mas o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu novas investigações, devolvendo o inquérito à Polícia Civil.
Outras apurações foram realizadas e o resultado da investigação, no início de agosto de 2018, chegou a 17 nomes de PMs que incursionavam na Rua São João de Baixo, local onde Davi Fiúza foi abordado. No mesmo ano, a Polícia Militar decidiu instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta dos PMs durante a abordagem e condução do jovem.
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