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Coordenador do MBL acusa PT de usar máquina pública em Camaçari e prevê repeteco nas eleições de 2026

Segundo o coordenador do MBL na Bahia, os acontecimentos políticos na cidade em 2024, serviram de laboratório eleitoral do PT

20/05/2025 11h19 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Keila Abreu/ Mais Região
Keila Abreu/ Mais Região

O coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) na Bahia, Andrei Castro, apontou que a cidade de Camaçari foi um grande laboratório para o Partido dos Trabalhadores, que, segundo ele, experimentou uma nova estratégia de campanha durante as eleições de 2024 e pode repetir a fórmula no pleito do próximo ano, durante a corrida eleitoral.

“Eles fizeram um modelo em Camaçari que vai acontecer em 2026. Foi um teste, utilizando a instituição Polícia Militar que não é culpa dos policiais. Os policiais recebem ordens e, se não cumprirem, vão ser presos. Mas estava claro. Há diversos vídeos, a gente mostrou em São Paulo e colocamos para rodar no Brasil todo, pra mostrar a Polícia Militar ‘agredindo só o lado do time azul’”, disse Andrei durante entrevista ao programa É do Povo, desta terça-feira (20).

Ainda segundo ele, o MBL tem se posicionado fortemente contra o Governo do Estado da Bahia, em nível local, em consonância com o movimento em nível nacional, e se prepara estrategicamente para o que ele chamou de “bater de frente”, já esperando as retaliações advindas dessa postura mais incisiva de protestar.

“Tinha muita gente lá, do ‘time vermelho’, como chamam, fazendo boca de urna deliberadamente, dando risada da cara de quem estava filmando, e ninguém fez nada. E pessoas que não estavam fazendo nada que eu conheço, inclusive, pessoas que não fizeram nada e foram perseguidas politicamente”, afirmou Andrei, que comentou ainda não ter participado ativamente no dia da votação na cidade, por medo de estar entre os que ele afirma terem sido conduzidos.

Uma novidade apresentada por Andrei Castro é a criação do partido “Missão”, idealizado pelo movimento, e que já reuniu as assinaturas necessárias para dar entrada no processo junto ao Tribunal Superior Eleitoral, com o objetivo de lançar candidatura própria nos estados durante as eleições de 2026.

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