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Geral Com frota renovada

Ônibus que rodam na Linha Verde podem parar por falta de repasse do Governo do Estado

A verba de R$ 30,2 milhões foi aprovada na Alba em fevereiro de 2025 mas até hoje não foi repassada aos empresários

31/05/2025 15h01 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Reprodução/ Atlântico Transportes
Reprodução/ Atlântico Transportes

As linhas de ônibus operadas pela empresa Atlântico Transportes, que atendem a orla de Mata de São João até Praia do Forte e a costa de Camaçari (Abrantes, Jauá, Arembepe, Monte Gordo, Barra de Pojuca e Guarajuba), contarão com uma frota 100% renovada a partir de junho, circulando pela Linha Verde.

A informação foi confirmada com exclusividade ao portal Mais Região por Mário Cleber, presidente do Sindicato dos Rodoviários Metropolitano da Bahia (Sindmetro-BA).

“A frota foi renovada e agora os moradores da Linha Verde vão ter 60 veículos novos da Atlântico Transportes rodando, da orla de Mata de São João e Camaçari, para as cidades vizinhas”, afirmou.

Mas nem tudo são flores. Mário também ressaltou que a gestão da Atlântico investiu antecipadamente na renovação da frota, acreditando que o repasse do Governo do Estado, via o Projeto de Lei 25.684 aprovado na Assembleia Legislativa da Bahia em feveriro deste ano, chegaria rápido, mas até o momento, segundo ele, nenhum centavo foi depositado na conta das empresas, incluindo as outras cinco empresas que operam o sistema de transporte urbano na Região Metropolitana de Salvador, o que pode comprometer a operação nos próximos meses.

“Foram R$ 30,2 milhões aprovados para repasse à Atlântico, Expresso Vitória, Avanço e ATP Transportes, BTM. O dono da Expresso Vitória, inclusive, já atrasou o pagamento dos funcionários para conseguir pagar os fornecedores. O dono da Atlântico também atrasou, senão não conseguiria comprar as peças para a manutenção dos ônibus que estão rodando”, pontuou o presidente do Sindmetro.

Questionado sobre a redução da frota da Expresso Vitória, que atualmente atende Camaçari, Mata de São João, Dias d’Ávila e Lauro de Freitas, Mário explicou que os empresários estão recolhendo os veículos devido ao atraso no repasse do Governo do Estado. O objetivo é evitar o aumento dos custos com manutenção e combustível.

“Sem o subsídio prometido pelo Executivo baiano e aprovado na ALBA, não dá para sustentar a operação”, concluiu Mário Cleber, presidente do Sindicato dos Rodoviários Metropolitano da Bahia, que será o entrevistado do programa É do Povo, da próxima segunda-feira dia 2 de junho.

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