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Afetos com termo de compromisso

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04/08/2025 10h29
Por: Keila Abreu Fonte: Lizandra Monteiro
Ilustrativa
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Você já leu ou escutou por ai o termo: Responsabilidade Emocional?  Não?  Parece mais um daqueles termos técnicos, modernos, quase distantes né?  Escutei recentemente e fiquei bastante tocada e achei que seria um bom tema para compartilhar com vocês; No fundo trata-se de algo muito simples e profundamente humano: é saber que nossas palavras, silêncios e atitudes têm impacto no outro e assumir esse impacto com cuidado. Interessante né ? 

Responsabilidade emocional é estar em relação e também na relação com consciência. Com presença. Com respeito pelo sentimento de quem está ao nosso lado. É entender que, mesmo sem intenção, podemos ferir e que isso nos convoca a olhar, acolher, conversar.

Responsabilidade emocional é escolher não fingir que não vimos. Não prometer o que não vamos cumprir. Não desaparecer como se nunca tivéssemos estado. É estar disposto a escutar o que a outra pessoa sentiu e não apenas o que achamos que causamos.

Estudando mais sobre o assunto, ouvi uma frase linda: “receber quem amamos em casa com um abraço quando chega da rua é também responsabilidade emocional”. E percebi que eu faço isso todos os dias com meu marido sem planejar, sem saber que tinha um nome. Só sentia que fazia sentido.

Esse gesto mudou a nossa chegada em casa. Mudou o tom da casa. Porque um abraço na porta de casa diz muito: “você chegou”, “você importa”, “estou aqui, pra você se apoiar”. E mais: nesse abraço, sem palavras, sabemos como foi o dia um do outro. Sabemos se um vem leve ou carregado. Quem precisa de silêncio, de conversa, de colo ou só de presença.

A responsabilidade emocional mora nesse detalhe. Nessa escuta silenciosa. Nesse gesto simples que diz: "te vejo, te sinto, te recebo".

E é curioso como isso se expande. Se praticarmos esse cuidado dentro de casa, com quem amamos, também aprendemos a ser mais atentos com colegas, amigos, até com quem se despede da gente. Porque uma relação, seja qual for, merece ter começo, meio e fim com respeito.

Nem sempre vamos saber como agir. Nem sempre vamos acertar. Mas podemos sempre escolher agir com delicadeza. Com intenção. Com humanidade.

No fim, responsabilidade emocional é isso: não atravessar a vida das pessoas como se fossem paisagens. É lembrar que todo encontro deixa marcas e que a forma como partimos pode ser tão importante quanto a forma como chegamos.

Então seja livre para se emocionar com responsabilidade, com afeto e com muito respeito! 

Nos vemos no próximo mês!

Lizandra Cruz Monteiro

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Lizandra Monteiro
Sobre Lizandra Monteiro
É formada em Turismo com foco em hotelaria, especialista em Gestão de Negócios. Atualmente é consultora especializada em empresas de hospitalidade e reside em Imbassai. Escreve uma vez por mês.