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Cantor e compositor Arlindo Cruz morre aos 66 anos no Rio

Arlindo sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico em março de 2017. Desde então, ele lidava com as sequelas da doença e passou por várias internações.

08/08/2025 22h06
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Carol Caminha/Globo
Foto: Carol Caminha/Globo

O cantor, compositor e multi-instrumentista Arlindo Cruz morreu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, aos 66 anos. O artista estava internado no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste da cidade, e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Arlindo enfrentava as sequelas de um acidente vascular cerebral hemorrágico sofrido em março de 2017, que o deixou internado por quase um ano e meio e o impediu de voltar a se apresentar.

Considerado “o sambista perfeito” por admiradores e amigos, apelido inspirado em uma de suas composições em parceria com Nei Lopes e também título da biografia lançada neste ano, Arlindo Cruz construiu uma carreira sólida e influente na música brasileira. Nascido em 14 de setembro de 1958, no Rio de Janeiro, ele foi um dos principais nomes do samba, destacando-se pelo talento no canto, composição e no domínio de instrumentos como o cavaquinho e o banjo.

A trajetória musical de Arlindo Cruz teve início ainda na infância, quando ganhou seu primeiro cavaquinho aos sete anos e começou a tocar músicas de ouvido. Na adolescência, aprofundou seus estudos em teoria musical e violão clássico, e logo passou a atuar profissionalmente em rodas de samba, recebendo o apoio de grandes nomes como o icônico Candeia, seu padrinho musical.

Ao retornar ao Rio após um período em Minas Gerais, Arlindo frequentou a famosa roda de samba do Cacique de Ramos, onde dividiu o palco com artistas como Jorge Aragão, Beth Carvalho e Almir Guineto, além de estabelecer parcerias importantes com Zeca Pagodinho e Sombrinha. Sua primeira composição gravada por outros intérpretes foi “Lição de Malandragem”. Posteriormente, emplacou sucessos interpretados por Beth Carvalho e Alcione.

Como integrante do Fundo de Quintal, Arlindo consolidou sua carreira como intérprete durante 12 anos, com músicas como “Seja sambista também”, “Castelo de Cera” e “Primeira Dama”. Após deixar o grupo em 1993, fez dupla com Sombrinha e seguiu carreira solo, lançando diversos CDs e DVDs ao longo dos anos.

Autor de mais de 550 sambas gravados por vários artistas, Arlindo também se destacou nas eliminatórias de sambas-enredo do Império Serrano, escola de samba que homenageou o artista em 2023. Em 2008, compôs o samba da Grande Rio.

A família divulgou um comunicado de luto, destacando a fé, generosidade e alegria de Arlindo Cruz, e ressaltando seu legado para a cultura brasileira. “Sua voz, suas composições e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões de admiradores”, afirmou o texto.

Em uma das suas últimas aparições públicas, ainda em fevereiro deste ano, Arlindo cantou sucessos no programa “É Gol!!!”, da SporTV, e falou sobre sua paixão pelo Flamengo, seu time do coração.

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