As comemorações da Independência do Brasil em Camaçari foram marcadas pela presença de artistas locais, que aproveitaram a ocasião para cobrar o pagamento dos eventos realizados na época do São João, que até então não foi efetuado.
Conhecido na cidade como um dos representantes da classe, o Deejay Maximus participou dos movimentos e falou, com exclusividade ao portal Mais Região, que algumas pessoas não cobram por medo de retaliações. Ele também fez duras críticas à maneira como a Coordenação de Eventos do Município, sob a responsabilidade da jornalista Aline Marques, tem conduzido a relação com os artistas camaçarienses. “A atual coordenadora de eventos é uma indicação política e não técnica”, pontuou.
De acordo com Maximus, os músicos que se apresentaram no Palco Maria Bonita, no Camaforró e em eventos da Secretaria de Cultura, a pedido de apoiadores políticos da atual gestão, ainda não receberam seus pagamentos.
“Os medalhões do município recebem R$ 40 mil e o resto dos artistas recebe R$ 2 mil”, afirmou Maximus, em relação à discrepância dos valores repassados. Segundo ele, a demora é um dos maiores agravantes, gerando descontentamento, já que os valores menores deveriam ser pagos com mais rapidez.
Um dos artistas afirmou que o pagamento de R$ 2.500 foi acordado pela Coordenação de Eventos para os que se apresentaram no Santo Antônio dos Phocs e no Forró dos Ligeirinhos, no Gravatá, mas que a maioria também não recebeu.
Ainda segundo informações repassadas por Deejay Maximus, alguns artistas que receberam o pagamento e comentaram com os colegas de profissão acabaram desagradando a coordenadora de eventos, conforme consta em um dos áudios aos quais o portal Mais Região teve acesso.
“O pagamento foi feito em dinheiro vivo. Eu planejei para que fosse depositado no meu Pix e não quiseram. Mandaram buscar na Coordenação de Eventos, na mão de Érica, secretária de Aline. Assim que recebi, falei para alguns amigos, e ela (Aline) está virada no cão porque eu comentei. Ela não me disse: ‘Não comente’”, relatou um dos artistas em um dos áudios.
Outra reclamação da classe artística de Camaçari é a falta de representatividade por parte do Conselho de Cultura, entidade criada para fiscalizar as atividades tanto da Secretaria de Cultura quanto da Coordenação de Eventos, mas que, segundo Maximus, não tem cumprido seu dever.
“O Conselho de Cultura hoje tem a Secult e a Coordenação de Eventos, e tudo o que é feito é com a anuência de Aline, que tirou os DJs da festa de Arembepe alegando falta de recursos, mas contratou bandas acima de R$ 150 mil.”
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