O vereador Kaique Ara (PT) não poupou críticas ao Projeto de Lei (PL) apresentado pelo colega de oposição, Dr. Samuka (PRD), durante a 9ª Sessão Ordinária do Segundo Período Legislativo de 2025 da Câmara Municipal de Camaçari, realizada nesta terça-feira (9). A proposta prevê a padronização do uso do brasão e das cores oficiais do município em veículos, documentos, obras públicas e materiais institucionais.
Em entrevista ao portal *Mais Região*, Kaique Ara classificou a matéria como distorcida e contraditória, questionando a exclusão de cores presentes no brasão do município. Para ele, a iniciativa esconde uma tentativa de censura política velada e fere o princípio da autonomia visual dos governos.
“Eu achei completamente distorcida a matéria, inclusive contraditória. O vereador Samuca apresentou um projeto que fala só sobre as cores que sobrepõem a bandeira do município, as cores branco e azul. Contudo, ele não abrangeu as cores que também estão no brasão, que englobam o vermelho, o verde, o amarelo. Enfim, eu acho que essa matéria é contraditória. Os governos precisam ter autonomia de utilizar as cores que quiserem nos seus programas, mantendo e preservando a história da cidade. Isso já é feito em todo o Brasil”, alfinetou.
Kaique argumenta que a proposta de Dr. Samuka desconsidera o contexto histórico e visual do município e, ao privilegiar certas cores, retira da gestão pública o direito de construir sua identidade institucional. Para ele, não se trata apenas de estética, mas de um posicionamento político que pode comprometer a pluralidade partidária.
Na mesma sessão, o petista também defendeu seu próprio Projeto de Lei, intitulado “Conexão Segura”. A proposta visa capacitar professores, gestores, pais e alunos para um uso mais consciente e seguro das redes sociais, com foco no combate ao cyberbullying e à atuação de aliciadores virtuais.
“A gente viu aí uma demanda muito grande dos nossos estudantes, da nossa juventude, das nossas crianças, no que tange a conexão à rede social. Então o nosso projeto trata justamente disso, no processo formativo, não só dos gestores escolares, dos professores, mas também dos pais e dos estudantes, sobre a forma de utilizar as redes sociais, sobre maneiras de se proteger, de se blindar do cyberbullying, do aliciamento feito de forma virtual”, explicou.
O embate entre os parlamentares evidencia a crescente tensão ideológica na Câmara de Camaçari, onde temas aparentemente técnicos revelam disputas profundas sobre identidade, poder e representação política.
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