O Ministério Público da Bahia (MP-BA) entrou na Justiça contra a empresa Alphaville Urbanismo S/A, a Associação Terras Alphaville Camaçari (Atac) e a Embasa, acusando as três de provocar um grave dano ambiental em Camaçari. Segundo o órgão, desde 2015, esgoto sem tratamento estaria sendo jogado diretamente em uma Área de Preservação Permanente (APP).
A ação, movida pelo promotor de Justiça Luciano Pitta no começo do mês de setembro, pede que os responsáveis interrompam de imediato o despejo irregular, implantem um sistema de tratamento adequado e recuperem a área degradada. O MP também cobra uma indenização de pelo menos R$ 10 milhões por dano moral coletivo, valor que seria destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Fundamentais.
Na petição, o MP destaca que a prática configura grave violação ao direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225 da CF), afronta a legislação ambiental e sanitária federal e pode, inclusive, configurar crime ambiental. “O lançamento contínuo de esgoto em área de preservação compromete irreversivelmente ecossistemas aquáticos, expõe a população a riscos sanitários e viola direitos fundamentais”, afirmou o promotor.
De acordo com a investigação, a Estação Elevatória de Esgoto do loteamento Terras Alphaville nunca funcionou de forma regular, o que já teria resultado no lançamento de mais de 15 milhões de litros de esgoto cru em área ambientalmente protegida. A situação comprometeu o solo, a água e a biodiversidade da região.
O Ministério Público aponta falhas de todos os envolvidos: a Alphaville, que entregou o loteamento sem estrutura sanitária adequada; a Atac, que assumiu a gestão e não cuidou da manutenção; e a Embasa, que teria falhado na fiscalização e aceitado obras defeituosas.
Mesmo após notificações e tentativas de acordo, o problema não foi resolvido. A ação tramita na Vara Cível da Comarca de Camaçari.
Em nota, a Embasa informou que passou a ser responsável pela operação do sistema de esgotamento do local apenas em setembro de 2023 e que, desde então, o sistema opera normalmente, direcionando o esgoto coletado no condomínio para a rede da Embasa, para receber o devido tratamento.
“Acrescentamos que, no caso de empreendimentos privados, a Embasa só pode receber o sistema de esgotamento para operar quando todos os requisitos técnicos são atendidos pelo responsável pelo empreendimento privado”, diz trecho da nota. Segundo a Embasa, as intercorrências anteriores a setembro de 2023 são de responsabilidade do condomínio.
Saúde Nova Policlínica de Camaçari muda atendimento regional e amplia vagas em Simões Filho
Feriado Rodovias baianas devem receber cerca de 600 mil veículos durante o feriado da Independência da Bahia
Camaçari Público abaixo da expectativa na inauguração da Policlínica Regional gera desconforto nos bastidores do governo Jerônimo
Camaçari Ivoneide sai em defesa de Jaques Wagner, cobra tratamento igual da PF e cita ACM Neto e Flávio Bolsonaro
Camaçari Caetano sai em defesa de Jaques Wagner, chama investigação de “injustiça” e diz que adversários estão “agoniados”
Camaçari Clima tenso: Jaques Wagner reage com irritação a perguntas sobre André Mendonça e sai do evento