Durante os festejos cívicos em comemoração aos 267 anos de emancipação política de Camaçari, neste domingo (28), o vereador Jackson Josué (União) aproveitou a celebração para tecer duras críticas à administração do prefeito Luiz Carlos Caetano (PT) e levantar questionamentos sobre o futuro da cidade. Em entrevista exclusiva ao portal Mais Região, o parlamentar expôs sua insatisfação com a condução da gestão municipal.
Ao celebrar a data histórica, Jackson destacou seu vínculo com o município e reconheceu que, apesar de avanços, ainda há muito a ser feito em áreas essenciais como saúde e segurança.
“Na realidade, hoje são 267 anos de emancipação política, é um motivo de alegria, eu só tenho que agradecer a essa terra, essa cidade majestosa que é a nossa cidade. A gente está no nosso terceiro mandato, cheguei aqui em Camaçari ainda com meus três anos de idade e a gente vê o desenvolvimento da nossa cidade.”
Ele, no entanto, apontou gargalos críticos que ainda persistem, principalmente na saúde pública:
“Lógico que tem ainda muito que avançar, a gente espera que o gestor que aí está, o próximo que virão, venha trazer mais empregabilidade, mais segurança, educação e principalmente saúde, que hoje é um gargalo não só a nível de município, mas a nível de Brasil. A gente fica muito feliz em desejar a Camaçari muita sorte, muita prosperidade, saúde, empregabilidade e educação.”
Sem esconder sua ambição política, Jackson Josué revelou que se prepara para disputar a prefeitura futuramente. Ele também questionou a postura do atual prefeito, acusando Caetano de se manter preso a práticas políticas antigas.
“Eu penso um dia também ser prefeito dessa cidade, um dia, estou me preparando. Nove meses ainda é muito cedo, mas tem que ter grupo, planejamento e sabedoria. Eu ainda acho que Caetano ainda está fazendo a política ultrapassada da década de 80 ainda, quando ele foi prefeito, tem que estar se aperfeiçoando, acompanhando a tecnologia, a modernidade que vem chegando.”
Em tom crítico, o vereador denunciou problemas na rede municipal de ensino, como a falta de fardamento escolar, e responsabilizou a atual gestão pela negligência com estudantes que migraram da rede privada para a pública.
“Hoje mesmo as crianças estão desfilando com o fardamento ainda da gestão passada. Existem escolas que estão proibindo os alunos irem com a roupa própria, porque muitos alunos, com a crise e a saída da Ford, muitas pessoas saíram da rede privada e foram para a rede pública.”
Ele garantiu que vai intervir junto à Secretaria de Educação para corrigir a situação.
“Essas pessoas que foram para a rede pública, eles não tiveram a farda esse ano. E a escola, a direção das escolas estão proibindo. Eu já estou ciente, vou conversar com o secretário de Educação, que essas pessoas que vieram da iniciativa privada, que foi para iniciativa pública, tem que dar um tempo, porque o governo, a secretaria não deu o fardamento. Então, tem alguns erros, mas também tem acertos.”
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