A sessão desta quinta-feira (2) na Câmara de Camaçari terminou em clima de embate político acirrado. Por 12 votos a 11, a oposição garantiu maioria simples pela rejeição das contas de 2012 do então prefeito Luiz Caetano (PT), após voto de minerva do presidente da Casa, Niltinho Maturino (PRD). Apesar do resultado, o quórum exigido de 16 votos não foi alcançado, o que mantém válido o parecer técnico do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que recomenda a aprovação com ressalvas.
O placar apertado expôs a divisão na Casa e animou os opositores do gestor petista, que viram na votação um revés político para Caetano. No primeiro turno, na terça-feira (30), o parecer do TCM havia sido confirmado por 11 a 9, com uma abstenção. Já na segunda votação, a oposição virou o jogo, ampliou a pressão e comemorou o desgaste do ex-prefeito.
Quem puxou a linha de frente da comemoração foi o vereador Jamessom (PL), relator da comissão que analisou o processo e opositor declarado do governo. Nas redes sociais, ele ironizou o resultado e prometeu esticar a disputa para além do plenário. “Recebi esse presente aqui de um eleitor que compartilha o mesmo sentimento que eu, o desejo de justiça. Depois de 13 anos, as contas do prefeito chegaram à Câmara Municipal de Camaçari e a oposição, com maioria simples, 12 votos a 11, manteve a rejeição das contas. Não acaba por aqui. Será uma longa batalha na Justiça para que nós, eu, a Câmara e a sociedade, de fato, faça o prefeito pagar. Mas, por enquanto, eu vou aqui com memória”, declarou em vídeo.
Para os governistas, a vitória foi apenas simbólica e sem efeito jurídico, já que o TCM prevalece até eventual decisão judicial em sentido contrário. Mas, no campo político, a derrota apertada expôs a vulnerabilidade de Caetano e abriu espaço para que a oposição explore o episódio como combustível em ano pré-eleitoral.
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