Salvador voltou a registrar um caso de raiva em cachorro após mais de 20 anos sem notificações relacionadas ao vírus rábico canino. A informação foi divulgada nesta quarta (3) pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia, que também confirmou duas ocorrências da doença em cavalos.
O caso em cachorro foi identificado no bairro de Sussuarana, em novembro. Segundo o CRMV-BA, a Secretaria Municipal de Saúde está alertando profissionais de saúde sobre a situação.
Outros dois animais testaram positivo para raiva. O primeiro caso em cavalo ocorreu em 28 de janeiro, com laudo confirmado dois dias depois. O segundo registro também foi em novembro. As confirmações foram emitidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia.
De acordo com o conselho, havia outros casos suspeitos na área, mas os restos mortais dos animais foram descartados pelos proprietários sem comunicação às autoridades, o que impediu a investigação adequada.
A raiva é uma doença de alta letalidade, próxima de 100 por cento após o início dos sinais clínicos. Em situações suspeitas, a orientação é observar sintomas, evitar contato com morcegos mortos ou caídos e comunicar a Vigilância Epidemiológica Municipal e Estadual.
Em caso de mordida, arranhões ou contato com saliva de animais suspeitos, a recomendação é buscar imediatamente atendimento médico para avaliação e profilaxia antirrábica.
Lacen Descarta Caso em Salvador
O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia, Lacen, revisou o diagnóstico inicial que apontava raiva em um filhote de cachorro em Salvador e, após novo exame, descartou a doença. A Secretaria da Saúde do Estado explicou que o protocolo inclui dois testes obrigatórios para confirmação. O primeiro, realizado em 28 de novembro, havia dado positivo. Já o segundo, cujo detalhamento não foi informado, apresentou resultado negativo, o que levou à revisão da informação divulgada anteriormente.
Com a negativação, Salvador retorna ao marco de quase 20 anos sem registros de raiva em cães e gatos, mantendo apenas casos confirmados em morcegos e equinos em 2025. A Prefeitura destacou que todas as ações de vigilância permanecem ativas, incluindo bloqueio vacinal nas áreas por onde o animal circulou, busca ativa, visitas casa a casa e monitoramento contínuo da circulação viral.
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