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Camaçari No É do Povo

Vereador desafia secretário de Educação: “Coloque suas filhas na escola pública de Camaçari”

Vereador acusa gestão de abandono da rede municipal, falta de professores, aparelhamento político e critica postura do secretário em meio a crises na cidade

23/12/2025 10h58 Atualizada há 6 meses atrás
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

Durante participação no programa É do Povo, da Sauípe FM (102,9), o vereador Jackson Josué (UB) fez duras e contundentes críticas ao secretário de Educação de Camaçari, Márcio Neves, a quem classificou como “incompetente” diante dos problemas enfrentados pela rede municipal de ensino.

Segundo o parlamentar, faltam itens básicos prometidos aos estudantes, como fardamento e material escolar, além da carência de professores de disciplinas essenciais, como português e matemática. Jackson questionou diretamente a postura do secretário e lançou um desafio público: se ele teria coragem de matricular as próprias filhas na escola pública municipal, afirmando que a atual realidade não oferece igualdade de condições para alunos de bairros populares.

“O filho da dona Maria, lá do Cristo Redentor, não tem como disputar em igualdade com a minha filha ou com a filha do secretário”, afirmou o vereador, ao criticar o que classificou como abandono da educação pública.

Jackson também reagiu à queixa-crime apresentada pelo secretário contra ele, sob a alegação de fake news. O vereador disse que uma visita recente ao almoxarifado comprovou a existência de fardamentos da gestão anterior e questionou por que a denúncia não foi feita no início do mandato.

O parlamentar ainda denunciou o que chamou de aparelhamento político da Secretaria de Educação, citando salários elevados pagos a aliados, enquanto professores estariam em estado de greve, com risco de comprometimento do próximo ano letivo. Para ele, a condução da pasta revela desorganização e prioridades distorcidas, inclusive em meio a crises como a distribuição da cesta natalina.

Ao final, Jackson Josué afirmou que o problema não é a crítica parlamentar, mas a falta de resultados da gestão. “O secretário perdeu o foco. Quem ocupa uma pasta com orçamento superior a R$ 500 milhões precisa entregar resultados, não criar crises”, disparou.

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