O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou na manhã deste domingo (11) que o grupo político liderado pelo Partido dos Trabalhadores no estado tem condições de construir uma chapa “competitiva, mais forte e mais unida” para as eleições 2026. Ao comentar sobre a composição da chapa majoritária e o chamado “modo petista” de governar, o chefe do Executivo estadual destacou que o diálogo interno e a busca por consensos fazem parte da estratégia política do grupo.
Segundo Jerônimo, o processo de articulação envolve acalmar os ânimos e encontrar soluções dentro do próprio campo político. “A política é esse xadrez mesmo. É você botando as peças no lugar correto e, no caso da gente aqui, não tem inimigo. O jogo é nosso, está dentro de casa”, afirmou. Para o governador, a unidade será fundamental para que o grupo saia fortalecido do processo de definição eleitoral.
O governador também rechaçou críticas que apontam “fadiga de material” após quase duas décadas de governos petistas na Bahia. Jerônimo citou ações recentes da gestão estadual para contestar essa narrativa. “Domingo de manhã, fazendo entregas, 27 milhões e meio. Eu não entendo o que é que a gente pode fazer mais que supere esse conceito”, declarou.
Ao ampliar o debate, Jerônimo comparou o discurso aplicado ao governo estadual com a administração municipal de Salvador, governada há mais de 16 anos pelo mesmo grupo político. Para ele, não se pode falar em desgaste automático sem avaliar resultados. “Se Salvador estivesse trabalhando bem, tratando da questão de creches, da atenção básica, do lixo da cidade e preservando o meio ambiente, não se poderia falar em cansaço de material”, disse.
De acordo com o governador, o objetivo é chegar até o mês de março com as definições políticas resolvidas, garantindo uma chapa capaz de contribuir com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de manter uma base sólida nos Legislativos estadual e federal. “Nós vamos ter uma chapa competitiva que ajude a reeleição do presidente Lula e que nos permita continuar cuidando da Bahia”, ressaltou.
Jerônimo ainda enfatizou que o modelo petista de governar na Bahia é construído a partir de alianças e não de um projeto isolado. “Não é um petismo puro, como alguns falam. Nós não poderíamos fazer isso se não tivéssemos parceria com o PSB, PSD, PV, Podemos, Solidariedade e Avante”, pontuou.
Por fim, o governador reforçou o caráter nacional do projeto político do grupo e afirmou que a Bahia tem papel estratégico no cenário nacional. Segundo ele, o estado reúne condições para sediar o lançamento de uma plataforma nacional e receber o presidente Lula em agendas políticas futuras, consolidando a Bahia como referência do projeto liderado pelo PT.
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