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Geral Operação Mirakel

Polícia confirma participação de blogueiras em esquema de canetas emagrecedoras em Salvador

Influenciadoras são apontadas por receptação e revenda de produtos furtados de farmácias durante a Operação Mirakel

14/01/2026 19h45 Atualizada há 6 meses atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Civil confirmou, nesta quarta-feira (14), a participação de duas blogueiras em um esquema criminoso de furtos, receptação e comercialização ilegal de canetas emagrecedoras em Salvador. As investigações identificaram Claudiana Rocha, de 29 anos, e Lai Santiago como envolvidas na receptação de produtos roubados de farmácias da capital baiana.

Segundo a apuração policial, Claudiana Rocha, que reúne cerca de 7 mil seguidores nas redes sociais e mantém um estabelecimento no bairro do Nordeste de Amaralina, comprava e revendia canetas emagrecedoras furtadas. Nas redes, ela se apresentava como mentora de profissionais da beleza. A polícia apontou que a atuação configurava receptação e participação ativa no esquema.

As investigações também identificaram a participação de Lai Santiago, influenciadora com mais de 100 mil seguidores, procurada por receptação das mesmas canetas roubadas. Ela foi presa na tarde desta quarta-feira (14), durante a segunda fase da Operação Mirakel. Ao todo, seis pessoas foram alvos de mandados de prisão e de busca e apreensão, sendo que duas já estavam presas.

A primeira fase da operação ocorreu em junho do ano passado e resultou na prisão de duas lideranças do grupo. Conforme a polícia, um dos presos era responsável por recrutar adolescentes e coordenar ataques a farmácias, enquanto o outro atuava como executor dos roubos. Durante as diligências, foram apreendidos bag de entrega por aplicativos, capas de chuva, casacos usados nos crimes, além de produtos de higiene pessoal, celulares e documentos.

De acordo com a Polícia Civil, adolescentes apreendidos durante as investigações relataram a forma de atuação do grupo e apontaram a participação de Claudiana Rocha, que, segundo os depoimentos, encomendava os roubos diretamente. A segunda fase da Operação Mirakel contou com cerca de 300 policiais das polícias Civil, Militar e Técnica, além do Sistema de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia.

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