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Insegurança no Nordeste de Amaralina provoca suspensão de ônibus e serviços de saúde

Oito pessoas morreram durante operação policial realizada após a morte de um policial militar

03/02/2026 21h12 Atualizada há 5 meses atrás
Por: Luana Velloso Fonte: Correio24horas
Crédito: Arisson Marinho/CORREIO
Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

A insegurança no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, provocou a suspensão do transporte público e de atendimentos em unidades de saúde nesta terça-feira (3). Desde a madrugada, uma operação policial realizada após a morte do policial militar Glauber Rosa Santos resultou em oito mortes e impactou serviços básicos na região.

DESENVOLVIMENTO
De acordo com a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), o acesso de ônibus ao Nordeste de Amaralina está suspenso desde a manhã devido aos confrontos. No bairro do Nordeste, os coletivos seguem apenas até a Rua do Balneário. No Vale das Pedrinhas, as linhas operam até a estação Pedrinhas do BRT, enquanto em Santa Cruz o último ponto é o Parque da Cidade.

Os serviços de saúde também foram afetados. Três unidades, a USF Sabino Silva, a USF Menino Joel e a UBS Santa Cruz, tiveram o funcionamento temporariamente suspenso, conforme informou a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A pasta explicou que a interrupção ocorreu de forma preventiva, para garantir a segurança de pacientes e profissionais, além das dificuldades de acesso à região em razão da suspensão do transporte público.

Em nota, a SMS informou, “A SMS segue acompanhando a situação e adotando as providências necessárias para restabelecer o funcionamento das unidades o mais breve possível. Durante esse período, a população é orientada a buscar atendimento nas unidades de saúde mais próximas”.

As operações policiais ocorrem de forma contínua no Complexo do Nordeste de Amaralina desde as primeiras horas desta terça-feira (3). A ação foi intensificada após o cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos ter sido morto durante uma ocorrência na região do Areal. O policial foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça, chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.

Até o fim da tarde, oito pessoas haviam sido mortas durante as ações policiais. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP), seis dos mortos tinham passagens pela polícia e integravam uma facção criminosa. Os outros dois ainda não haviam sido identificados.

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