Doze policiais militares já foram ouvidos na investigação sobre o suposto estupro de uma mulher dentro de um posto da Polícia Militar no circuito Dodô (Barra-Ondina), em Salvador, na noite de quinta-feira, 12, primeiro dia oficial do Carnaval.
Segundo a diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), delegada Juliana Fontes, todos os agentes que estavam no local prestaram depoimento e negaram envolvimento.
“Todos os policiais envolvidos que estavam dentro do posto foram ouvidos sobre o suposto crime e negam a prática delituosa”, afirmou, em entrevista à TV Record Bahia.
Segundo a delegada, os militares foram identificados por meio de imagens das câmeras externas, que permitiram apontar quais patrulhas estavam no local no momento do suposto estupro. A delegada também informou que não há câmeras de monitoramento instaladas dentro do posto policial.
“Em seguida, buscamos identificar, por meio de ofício à Corregedoria da Polícia Militar, quais patrulhas estavam de serviço naquele posto”, acrescentou.
A delegada informou ainda que aguarda a conclusão dos laudos periciais, inclusive os exames realizados na vítima, para dar andamento ao inquérito.
O que diz a SSP
Inicialmente, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) informou que, com base no depoimento da vítima, uma mulher argentina que mora no Brasil e foi ouvida na delegacia de Vila de Abrantes, o crime teria ocorrido em um banheiro químico.
No domingo, 15, o secretário Marcelo Werner afirmou ainda que o caso é tratado como prioridade máxima e que as perícias estariam em fase final, restando exames mais complexos, como o de DNA.
“Com prioridade, as perícias estão quase sendo finalizadas. Logicamente envolve um exame pericial que demora um pouco mais, que é o exame de DNA, mas as equipes estão rodando 24 horas. O Departamento de Polícia Técnica está com escala extra, além de estar no circuito, para atender essas ocorrências o mais rápido possível”, afirmou.
Segundo ele, tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil realizaram oitivas de testemunhas, reouviram a vítima e reforçaram o atendimento prestado.
“A gente demonstra indignação e solidariedade à vítima, a qualquer vítima de importunação ou violência sexual. Reforçamos ainda mais nossas equipes em campo. Ontem, inclusive, a Batalhão de Proteção à Mulher estava no circuito, rodando, e a Polícia Civil também trabalhando para diminuir esse tipo de ocorrência.”
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