O Esporte Clube Bahia divulgou na sexta-feira (18) o balanço financeiro referente a 2025, apresentando números históricos e avanços importantes em relação ao exercício de 2024. Mesmo ainda operando no vermelho, o clube conseguiu reduzir significativamente o prejuízo no terceiro ano de gestão do City Football Group.
O principal destaque foi o recorde de receitas. A Receita Operacional Total do Bahia SAF atingiu R$ 467,6 milhões líquidos, impulsionada principalmente pelo crescimento expressivo na linha de “Outras Receitas”, que saltou de R$ 6,1 milhões para R$ 100,1 milhões — valor ligado, sobretudo, à venda de jogadores.
Entre as principais fontes de arrecadação bruta estão os direitos de transmissão (R$ 185,7 milhões), venda de atletas (R$ 168,9 milhões), sócios e bilheteria (R$ 116,8 milhões) e patrocínio e marketing (R$ 85,6 milhões).
No balanço patrimonial, o clube apresentou uma virada relevante. O patrimônio líquido saiu de um passivo a descoberto de R$ 95,8 milhões em 2024 para um resultado positivo de R$ 656,2 milhões em 2025. A melhora é explicada principalmente pelos aportes do grupo controlador para futuro aumento de capital, que somaram R$ 906,7 milhões.
Com isso, o ativo total do clube chegou a R$ 1,08 bilhão, superando os R$ 970,3 milhões registrados no ano anterior.
Apesar do crescimento das receitas, os custos também aumentaram. O custo das atividades subiu para R$ 395,3 milhões, o investimento no elenco passou de R$ 98,4 milhões para R$ 144,8 milhões, e as despesas administrativas e de serviços chegaram a R$ 67,1 milhões.
Ainda assim, o prejuízo foi reduzido de forma significativa. Em 2025, o déficit foi de R$ 154,6 milhões, contra R$ 246,5 milhões em 2024 — uma redução de cerca de R$ 92 milhões.
O cenário é considerado esperado dentro dos primeiros anos de operação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que costuma exigir altos investimentos iniciais.
Além dos números, o City Football Group se prepara para ampliar sua participação na SAF do Bahia. Atualmente com 90% das ações, o grupo pode chegar a até 95%, conforme previsto em contrato firmado em 2023. No entanto, a ampliação deve ocorrer de forma gradual e pode não atingir o limite máximo neste momento.
Desde que assumiu o controle do clube, o grupo já aportou mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos, abrangendo futebol e infraestrutura.
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