O Corinthians chega pressionado para enfrentar o Vitória na próxima segunda-feira (19), às 20h, na Neo Química Arena, em São Paulo. Com oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro de 2026, o clube paulista terá a estreia do técnico Clarence Seedorf justamente no confronto direto com o Rubro-Negro, válido pela 31ª rodada. Apresentado nesta quarta-feira (14), o treinador holandês usou a imagem de um “leão ferido” para descrever o elenco que assume na reta final da competição.
“Eu vou ajudar esse grupo, que já mostrou que tem muita vontade. Estão feridos, e um leão ferido é perigoso. Quem tá na frente tem que ter cuidado”, afirmou Seedorf durante entrevista coletiva no Centro de Treinamento Joaquim Grava.
O confronto tem peso na luta contra o rebaixamento. O Vitória ocupa a 12ª colocação, com 36 pontos, quatro a mais que o Corinthians, que está em 16º lugar, com 32. A equipe paulista tem a mesma pontuação do Internacional, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, mas aparece à frente por ter conquistado uma vitória a mais.
Se vencer em São Paulo, o Vitória abrirá sete pontos de vantagem sobre o Corinthians. Em caso de derrota, a diferença entre as equipes cairá para apenas um ponto, aumentando a pressão sobre o time baiano na sequência do campeonato.
A chegada de Seedorf ocorre após a demissão de Fernando Diniz, que deixou o cargo depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, no Beira-Rio, pela 29ª rodada. Na ocasião, o Corinthians sofreu seu sétimo revés consecutivo no Brasileirão. Sob o comando interino de William Batista, a equipe voltou a perder no domingo (11), quando foi goleada pelo Palmeiras por 4 a 1, alcançando a oitava derrota seguida.
Antes de acertar com o treinador holandês, a diretoria corintiana sondou nomes como Ramón Díaz, Sylvinho, Luis Zubeldía, Fábio Carille, Javier Mascherano e Juan Pablo Vojvoda. Seedorf assinou contrato com o clube até o fim de 2027 e terá a missão de interromper a sequência negativa e afastar a equipe da zona de rebaixamento.
O novo comandante afirmou que pretende intensificar o trabalho desde o início, apesar do pouco tempo disponível até a estreia. “Minha primeira impressão é de um grupo que tem vontade e querem fazer o trabalho necessário para sair dessa situação. São duas coisas que precisamos ter: coragem e intensidade. Quem trabalha bem sabe que é uma questão de tempo, mas não temos tempo e vamos intensificar esse trabalho”, declarou.
Experiência e trajetória
Uma das principais dúvidas sobre a contratação é o período afastado do comando de uma equipe. Seedorf não treina um time desde julho de 2019, quando deixou a seleção de Camarões. Antes, passou pelo Milan, da Itália, pelo Shenzhen, da China, e pelo Deportivo La Coruña, da Espanha.
Ao longo da carreira como treinador, acumulou 63 partidas, com 20 vitórias, 17 empates e 26 derrotas, aproveitamento de 39,1%. Questionado sobre a falta de experiência recente à beira do campo, ele afirmou que continuou ligado ao futebol em outras funções.
“Eu não dirigi um time, mas não deixei o futebol. Fiz outros papéis como dirigente e conselheiro, analisando jogos de alto nível, como a Champions League. Trabalhei com os melhores treinadores do mundo e aprendi muito com eles”, respondeu.
Para integrar a comissão técnica, Seedorf contará com o auxiliar espanhol Pablo López Vidal, com quem trabalhou no Deportivo La Coruña e na seleção de Camarões. Léo Porto, auxiliar que chegou ao Corinthians com Fernando Diniz, permanece no clube. Já Reverson Pimentel, chefe do departamento de performance, ficará responsável pela preparação física.
A trajetória de Seedorf como jogador inclui quatro títulos da Liga dos Campeões da Europa por três clubes: Ajax, Real Madrid e Milan. O holandês encerrou a carreira no Botafogo, onde atuou entre 2012 e 2013 e conquistou o Campeonato Carioca.
Com a equipe em uma sequência de oito derrotas e apenas oito rodadas restantes após o encerramento da 30ª rodada, o Corinthians tenta reagir sob o comando do novo treinador. Do outro lado, o Vitória busca aproveitar a instabilidade do adversário para somar pontos e ampliar a distância em relação à zona de rebaixamento.
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