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Após protesto na Estrada do Coco, paciente é regulado e segue para o Hospital Roberto Santos

Stefany Silva comemorou a transferência do pai, José Angelino, após 24 dias aguardando regulação. Família precisou mobilizar moradores e realizar manifestação para cobrar atendimento especializado.

24/10/2026 20h07
Por: Gabriel Seixas Fonte: Mais RegIão
Reprodução
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Após 24 dias de espera, José Angelino de Santana dos Santos, conhecido como “Gel”, foi regulado para o Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador. A confirmação foi feita pela filha dele, Stefany Silva, que publicou um vídeo nas redes sociais na tarde deste sábado (24), dentro de uma ambulância, ao lado do pai, durante o deslocamento para a unidade de referência.

Emocionada, Stefany agradeceu a Deus, aos moradores da comunidade da Cordoaria, em Abrantes, na orla de Camaçari, aos amigos, clientes e a todas as pessoas que ajudaram a dar visibilidade ao caso. Ela também agradeceu a quem contribuiu para mobilizar a população em busca de atendimento para o pai.

No vídeo, a filha relatou que a família precisou realizar uma manifestação para conseguir uma resposta. Segundo ela, o estado de saúde de José Angelino vinha piorando durante o período de espera. “Tivemos que fazer barulho, tivemos que fazer uma manifestação para um pai de família ser regulado, e a gente não pode aceitar isso”, declarou.

A transferência ocorre após um protesto realizado na manhã deste sábado (24), quando moradores bloquearam completamente a BA-099, a Estrada do Coco, com pneus e galhos de árvores incendiados. A manifestação provocou um longo congestionamento nos dois sentidos da rodovia e mobilizou a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e a concessionária Litoral Norte para a liberação da pista.

Wagner Brasileiro/Mais Região 

 

Motorista de ambulância de Camaçari, José Angelino estava internado no Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, e precisava de atendimento especializado com hematologista. O Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, é apontado como unidade de referência para o tratamento. A família denunciou dificuldades enfrentadas durante a internação e cobrou providências para garantir a assistência necessária.

Ao agradecer o apoio recebido, Stefany também criticou a necessidade de a família chegar ao ponto de realizar um protesto para conseguir a transferência. “Os governadores estão aí para trabalhar para a gente, não é a gente que trabalha para eles”, afirmou. Apesar da comemoração pela regulação, a filha ressaltou a indignação com os 24 dias de espera e com a mobilização que, segundo ela, poderia ter sido evitada.

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