A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) foi tema de uma entrevista no programa É do Povo, na manhã desta segunda-feira (26). Márcia Rosalia Schwarzer, tabeliã de notas do Cartório Praia do Forte e coordenadora estadual da AEDO do Colégio Notarial do Brasil – Seção Bahia, explicou como funciona a declaração e a importância de manifestar o desejo de ser doador ainda em vida.
“É uma opção de cada um, a participação do cartório, quando a gente vai ver, ela é importante, porque? Para que nós estejamos aqui para atender a sua declaração, a decisão é só sua. O tabelião de notas está aqui unindo pontes entre aquela pessoa que quer ser doar e a pessoa que está lá na fila de transplantados, e nós estamos aqui no meio para fazer com que a sua declaração seja utilizada para lá no final da fila uma pessoa continuar vivendo”, disse Márcia Schwarzer.
Durante a entrevista, a tabeliã explicou que a AEDO é uma autodeclaração criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com participação do Colégio Notarial do Brasil e do Ministério da Saúde. O procedimento é realizado por meio de uma plataforma eletrônica, com videoconferência registrada no sistema nacional, para formalizar a vontade de quem deseja doar órgãos e oferecer segurança jurídica à declaração.
Márcia ressaltou, porém, que o registro não elimina a necessidade de conversar com os familiares. Segundo ela, a legislação brasileira mantém a exigência de autorização da família para a doação após a morte. Por isso, além de formalizar a decisão, é fundamental informar aos parentes sobre o desejo manifestado em vida, evitando dúvidas em um momento de luto.
A coordenadora também esclareceu que pessoas maiores de 18 anos podem registrar a intenção de doar órgãos, sem limite máximo de idade para fazer a declaração. A possibilidade de aproveitamento dos órgãos, no entanto, depende de uma avaliação médica realizada no momento da morte. Ela ainda destacou a posição do Brasil no cenário dos transplantes e a importância de ampliar o acesso à informação para combater mitos sobre a doação.
Ao falar sobre o impacto da iniciativa, Márcia afirmou que um único doador pode beneficiar até oito pessoas que aguardam por transplantes. “Uma pessoa pode salvar até oito vidas. É incrível, são oito possibilidades, e aquele gesto de extrema generosidade”, destacou. A entrevista reforçou a importância de registrar a vontade de ser doador e compartilhar essa decisão com a família.
Assista à entrevista na íntegra:
Mata de São João Castração gratuita de cães e gatos segue até novembro em Imbassaí
Fé e louvor Semana da Cultura Evangélica terá shows e pregações em Mata de São João
Eleições 2026 Queda de energia atinge Salvador e Região Metropolitana, mas não afeta votação
ELEIÇÕES 2026 Decisão de Zanin surpreende equipes eleitorais; urnas já haviam sido recolhidas em Mata de São João
MATA DE SÃO JOÃO Jovem de 19 anos morre em colisão entre motos e outro motociclista fica em estado grave no Litoral
Saúde e cidadania Mata de São João terá solenidade sobre autorização eletrônica para doação de órgãos na terça (27)