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Tabeliã do Cartório de Praia do Forte explica como funciona a autorização eletrônica para doação de órgãos

Em entrevista ao programa É do Povo, Márcia Schwarzer destacou a importância de registrar a intenção de ser doador em vida e conversar com a família sobre essa decisão

26/10/2026 14h18 Atualizada há 16 minutos atrás
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) foi tema de uma entrevista no programa É do Povo, na manhã desta segunda-feira (26). Márcia Rosalia Schwarzer, tabeliã de notas do Cartório Praia do Forte e coordenadora estadual da AEDO do Colégio Notarial do Brasil – Seção Bahia, explicou como funciona a declaração e a importância de manifestar o desejo de ser doador ainda em vida.

“É uma opção de cada um, a participação do cartório, quando a gente vai ver, ela é importante, porque? Para que nós estejamos aqui para atender a sua declaração, a decisão é só sua. O tabelião de notas está aqui unindo pontes entre aquela pessoa que quer ser doar e a pessoa que está lá na fila de transplantados, e nós estamos aqui no meio para fazer com que a sua declaração seja utilizada para lá no final da fila uma pessoa continuar vivendo”, disse Márcia Schwarzer.

Durante a entrevista, a tabeliã explicou que a AEDO é uma autodeclaração criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com participação do Colégio Notarial do Brasil e do Ministério da Saúde. O procedimento é realizado por meio de uma plataforma eletrônica, com videoconferência registrada no sistema nacional, para formalizar a vontade de quem deseja doar órgãos e oferecer segurança jurídica à declaração.

Márcia ressaltou, porém, que o registro não elimina a necessidade de conversar com os familiares. Segundo ela, a legislação brasileira mantém a exigência de autorização da família para a doação após a morte. Por isso, além de formalizar a decisão, é fundamental informar aos parentes sobre o desejo manifestado em vida, evitando dúvidas em um momento de luto.

A coordenadora também esclareceu que pessoas maiores de 18 anos podem registrar a intenção de doar órgãos, sem limite máximo de idade para fazer a declaração. A possibilidade de aproveitamento dos órgãos, no entanto, depende de uma avaliação médica realizada no momento da morte. Ela ainda destacou a posição do Brasil no cenário dos transplantes e a importância de ampliar o acesso à informação para combater mitos sobre a doação.

Ao falar sobre o impacto da iniciativa, Márcia afirmou que um único doador pode beneficiar até oito pessoas que aguardam por transplantes. “Uma pessoa pode salvar até oito vidas. É incrível, são oito possibilidades, e aquele gesto de extrema generosidade”, destacou. A entrevista reforçou a importância de registrar a vontade de ser doador e compartilhar essa decisão com a família.

Assista à entrevista na íntegra:

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