A programação do Novembro Negro em Lauro de Freitas começou na tarde desta quinta-feira (5), com a abertura do AFROLAURO, no Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira, localizado no Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, no bairro de Portão. O encontro reuniu manifestações culturais e atividades voltadas à valorização da ancestralidade, da identidade negra e ao enfrentamento do racismo.
Com o tema “Ìtàn – Nossa História Ancestral”, o evento contou com apresentações culturais, barracas de artesanato, atividades relacionadas aos saberes tradicionais africanos e uma campanha de doação de sangue realizada em parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (HEMOBA). A iniciativa é promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEMPADHIR), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Juventude e Lazer (SECULJE).
A abertura artística ficou sob a responsabilidade do grupo percussivo Filhos do Samba-Reggae. Na sequência, uma mesa de diálogo reuniu representantes do poder público e da sociedade civil para discutir a preservação das tradições afro-brasileiras, o combate ao racismo e a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira.
Durante a programação, a titular da SEMPADHIR, Silvana Santana, destacou a importância do Novembro Negro como período de reflexão e reconhecimento da história e da resistência da população negra. “É uma alegria muito grande dar início à nossa celebração. O mês de novembro nos convida a reconhecer a história, a força e a contribuição do povo negro na construção do Brasil. Aprendemos sobre o sofrimento da escravidão, mas também precisamos conhecer a resistência dos nossos heróis negros. Nós somos resistência”, afirmou. A secretária também defendeu a adoção de ações concretas para combater a discriminação e ampliar a igualdade de oportunidades.
O superintendente de Promoção da Igualdade Racial, Danilo Santos, ressaltou a importância de aproximar crianças e jovens das raízes culturais e religiosas afro-brasileiras. A representante do terreiro Ilê Axé Ajá Omi Obá Irê Omo Oxé Obá, Mãe Rita, também destacou a necessidade de união entre os povos de terreiro e de respeito à liberdade religiosa. Entre os momentos simbólicos estiveram o xerê, roda sagrada de cantigas, danças e toques de atabaques no Candomblé, e a amarração de ojás, tecidos brancos colocados nas árvores como representação de um pedido coletivo de paz e respeito à diversidade religiosa.
O AFROLAURO terá continuidade nos dias 14 e 18 de novembro, com novas atividades temáticas que integram as celebrações do Novembro Negro no município. A programação busca ampliar os espaços de diálogo, fortalecer a identidade negra e valorizar as manifestações culturais afro-brasileiras, além de reforçar o enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.
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