Aratu Online Atualizada às 12h03 A estudante Beatriz de Jesus da Silva Lima, de 20 anos, que desapareceu após sair de sua casa, em Mata de São João, para supostamente participar de um concurso público, afirmou à polícia ter sido mantida em cárcere por um policial. De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil, em depoimento a delegada Heloisa Brito, da corregedoria da corporação, ela afirmou ter conhecido o oficial através das redes sociais, onde eles marcaram um encontro. No último dia 07 de dezembro, ela deixou a sua residência dizendo à mãe que realizaria provas de um concurso público. Ao invés disso, se dirigiu ao município de Catu, onde se hospedou em um hotel com o policial. Ambos admitem ter mantido relações sexuais consensuais. Contudo, Beatriz disse que foi forçada a permanecer no local por dois dias. Em depoimento, o policial, que não teve a sua identidade revelada, nega essa parte da história. Como há contradição nas histórias contadas por ambos, eles são submetidos a uma acareação, na tarde desta terça-feira (16). Beatriz foi encaminhada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passou por perícia, já que apresentava arranhões nos braços e pescoço, provavelmente frutos das relações sexuais. Os celulares de ambos foram apreendidos e serão periciados. Quando reapareceu em Mata de São João, no dia 09 de dezembro, Beatriz afirmou à polícia que havia sido mantida em cativeiro por três homens, que queriam informações sobre um ex-namorado. Ela contou ainda que conseguiu fugir do local. Segundo a jovem, ela foi orientada pelo policial a inventar a história e apresentá-la as autoridades.
Foto: Arquivo/Ag. Mais Região