O valor mínimo permitido para transferências bancárias por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível) diminuiu de R$ 750 para R$ 500. A diferença entre a TED e outros tipos de movimentação financeira é que a compensação do crédito é feita no mesmo dia, mesmo quando a transação ocorre entre bancos diferentes. Em outras modalidades, como o cheque ou o DOC (Documento de Crédito), é necessário aguardar pelo menos um dia para o dinheiro ser transferido. A compensação do DOC é semelhante à de um cheque, feita à noite pelos bancos e pode ser devolvida caso o cliente não tenha fundos ou forneça informações incorretas na operação. Já a TED é aceita apenas quando o cliente tem recursos disponíveis e as informações estão todas corretas. Em junho de 2014, reportagem da
Folha apontava que os bancos pretendiam praticamente extinguir o DOC até o fim de 2015. Em tese, o DOC continuará existindo depois de 2015, mas perderá a função de transferência de pequenos valores. Criada em 2002, a TED estava limitada a operações de pelo menos R$ 5 milhões. O limite foi reduzido para R$ 5.000 em 2003, R$ 3.000 em 2010, R$ 2.000 em 2012, R$ 1.000 em 2013 e R$ 750 no ano passado. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), as instituições financeiras estão trabalhando para que haja outra redução de limite neste ano. Com a TED, basta ao cliente acessar a página do banco na internet ou outros canais eletrônicos de autoatendimento para efetuar a transferência. A tarifa da TED varia conforme a política comercial de cada banco. De acordo com a Febraban, tem crescido a preferência dos clientes por transferências eletrônicas. Em 2009, as operações TED e DOC representavam 28% do volume de transações. Em 2013, 46%.