Quarta, 08 de Julho de 2026 14:48
(71) 99663.6360
Acervo de notícias Estudantes

Estudantes da Ufba decidem aderir à greve nacional

Insatisfeitos com a atual conjuntura das universidades e aderindo ao movimento nacional, os estudantes da Universidade da Federal da Bahia (UFBA) decretaram greve estudantil

03/06/2015 10h56
Por: Redação
Tribuna Insatisfeitos com a atual conjuntura das universidades e aderindo ao movimento nacional, os estudantes da Universidade da Federal da Bahia (UFBA) decretaram greve estudantil. Assembleias de curso estavam sendo realizadas desde o dia 1º de junho, mas a deflagração oficial aconteceu na noite de ontem (2), durante assembleia geral realizada na Praça das Artes, no Campus Ondina. Os universitários decidiram pela unidade da greve entre estudantes, docentes, servidores e terceirizados. Foram realizadas mais de 23 assembleias de curso em toda a universidade, as quais a grande maioria decretou greve ou apoio a greve estudantil. Foram a favor da greve os estudantes de economia, odontologia, letras, dança, ciências sociais, pedagogia, arquitetura, fonoaudiologia, ciências sociais, nutrição, medicina veterinária, geociências, entre muitas outras. Estudantes de medicina e farmácia foram contrários à mobilização. Com um quórum recorde, 208 estudantes da Faculdade de Direito foram a favor e 121 contra o movimento. ?Nossa principal reivindicando é quanto o congelamento do calendário acadêmico. A gente sabe que alguns professores continuam dando aula, mesmo com a greve decretada, e o congelamento garante para a gente que ninguém fique em situação de perder por falta em disciplinas ou perder bolsas de monitoria?, explicou o integrante do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFBA, Cícero Cotrim. Durante a assembleia geral foi decidida a formação de um Comando de Greve (formado por dois estudantes de cada curso e dois representantes do DCE) para articular os próximos passos da mobilização. Entre as pautas gerais dos universitários está a conclusão das obras dos edifícios que ainda estão em processo de construção, a exemplo do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), Música e Politécnica. ?Também temos uma demanda pelo orçamento participativo da UFBA, para que os três setores possam deliberar como vai ser gasto o orçamento da universidade. A movimentação estudantil vem para garantir a nossa permanência, para que a gente não perca as conquistas dos últimos períodos. O momento da greve se coloca em defesa, sobretudo, da educação pública. É uma paralisação geral. Todos os quatros setores da universidade estão paralisados, e colocam como pauta central uma universidade pública, gratuita e de qualidade?, destaca Cotrim. Os estudantes reivindicam ainda melhoria no Restaurante Universitário, o qual tem recebido diversas queixas devido à insuficiência de fichas ? de acordo com o integrante do DCE, são 1.200 fichas para atender a demanda de 39 mil estudantes. Melhoria no transporte (buzufba) também integra a pauta de reivindicações. ?A gente sabe que tem uma crise, mas quem tem que pagar por essa crise não são os estudantes e trabalhadores. É a camada menos favorecida da sociedade que sempre tem pagado para garantir o lucro dos bancos e das grandes empresas. A gente entende que se alguém tem que, pagar o preço, são os mais ricos, através taxação de grandes fortunas e grandes heranças?, concluiu Cícero Cotrim. (Foto:Reprodução)
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.