Os trabalhadores da Mercedes-Benz aprovaram sábado, 15, a adesão da empresa ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), medida que autoriza a montadora a reduzir a jornada de trabalho e os salários das empresas em dificuldades financeiras. A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que reuniu cerca de 1,5 mil trabalhadores da montadora.
Os trabalhadores tinham votado contra a medida em julho, mas mudaram de ideia após a empresa comunicar oficialmente o sindicato que faria cortes de pessoal a partir do dia 1º de setembro. A empresa colocou como alternativa aos cortes a adesão ao PPE, combinado com reajustes salariais reduzidos para 2016.
O PPE foi criado em julho como tentativa do governo de minimizar a redução de emprego. Em comunicado, o sindicato informou que vai procurar a empresa nesta segunda-feira para reabrir as negociações.
?Queremos retomar as negociações. E entendemos que o PPE é o caminho nesse momento. A empresa tem dito que só o PPE não é suficiente. Se houver demissão, seja qual for o cenário, vamos fazer toda luta possível. Não aceitaremos demissões?, afirmou Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e representante do Comitê Sindical de Empresa.
A Mercedes-Benz alega que tem um excedente de 2 mil trabalhadores e que já esgotou as medidas de flexibilização de emprego, como férias coletivas. Cerca de 7 mil trabalhadores de um total de 10 mil estão em licença remunerada até o dia 21. Outros 500 operários foram demitidos recentemente.
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