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Geral Lorena Dias

Respeita o lugar que ocupa

Respeita o lugar que ocupa

09/06/2016 13h20 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Lorena Dias

Quem nunca se estressou por causa de um funcionário público preguiçoso? Ou foi prejudicado por um motorista de ônibus apressado que não parou no ponto? Ou, até mesmo, se sentiu desamparado nas mãos frias de uma enfermeira mal humorada?

Não é raro nos depararmos no dia-a-dia com pessoas insatisfeitas com as funções que exercem. E quantas vezes não somos nós mesmos os funcionários que fazem o trabalho de qualquer jeito, ansiosos pela hora de voltar para casa?

Quem só pensa no fim do expediente, geralmente, não se importa com o outro que depende do seu trabalho. O serviço que deixa a desejar pode ser resultado de um profissional insatisfeito, que não tem vocação para a função que exerce ou que está apenas em um dia ruim. Mas aquele que depende do serviço a ser prestado não merece ser prejudicado por nenhum desses motivos.

Recentemente tive que ir com urgência no médico e no balcão do consultório a recepcionista informou que havia um problema com o  meu plano de saúde. Tive a sorte de encontrar uma profissional totalmente diferente dos casos citados acima. Ela me fez mais algumas perguntas sobre o plano e tentou mais uma vez. E outra. E mais uma. Até que descobriu que tinha um número errado no cadastro que o plano me passou. Não demorou mais de dois minutos, mas o pequeno esforço dela fez uma diferença enorme no meu dia.

Quando fui atendida pelo médico, elogiei o trabalho da recepcionista. Ele me contou que antes ela era caixa numa loja de departamento. O médico estava fazendo compras no local e, ao notar que ele usava uma bengala, a funcionária o ofereceu uma cadeira para sentar. Ela não sabia, mas aquele era o dono de uma clínica, que ao fim da compra lhe ofereceria um trabalho que não era temporário, como o que ocupava na loja. Há dois anos ela trabalha no consultório, sempre executando sua função de forma atenciosa.

Muitas pessoas se perdem nas suas rotinas desgastantes e esquecem a importância do seu trabalho. Pode parecer besteira, mas é preciso lembrar que se você está executando uma função é porque outras pessoas dependem dela. E de alguma forma ela faz diferença na sua empresa ou comunidade.

Se nenhum desses argumentos é suficiente para te fazer entender da importância de respeitar o lugar que se ocupa, lembre-se da história da recepcionista. Nem sempre ocupamos funções que nos satisfazem, mas se a gente exerce bem o nosso trabalho (e faz até um pouco mais do que nos é exigido) e entende sua importância, maiores são as chances de conseguirmos algo melhor. O bom profissional não é aquele que tem a melhor função, mas aquele que exerce sua função, qualquer que ela seja, da melhor forma.

 

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