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Depois de você

Depois de você

06/07/2016 08h52 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Lorena Dias

Algumas pessoas passam pelas nossas vidas e nos transformam. Não importa o tempo que dure essa passagem. A maioria das relações não pode ser medida pelo passar do tempo nos relógios, mas pela sua intensidade.

É sobre isso que fala o livro “Como eu era antes de você”, que recentemente teve a estréia de sua adaptação para o cinema. Em meio à discussão de assuntos polêmicos, como a eutanásia, o que mais me marcou na história foi a transformação da personagem principal, que viveu mais nos seis meses que se passam no decorrer do livro do que em toda sua vida.

Quando Louisa conhece Will, um tetraplégico, você acha que ela será capaz de transformar a vida dele através da sua alegria persistente. Mas a maior mudança acontece nela. No período que passam juntos, ela vence alguns dos seus maiores medos (e traumas) e passa a olhar a vida com uma nova perspectiva.

Nunca sabemos quem será capaz de nos transformar. Mas também não podemos passar a vida esperando que essa pessoa surja e dê novo significado a tudo que nos acontece. Porque assim como existem pessoas que mudam nossas vidas, existem livros, filmes, músicas, dias especiais e tantas outras coisas, que podem provocar o “start” que precisávamos para tomar atitudes e seguir novos caminhos. Basta estarmos sensíveis e atentos.

Pensando no assunto, fiquei me questionando como nós mesmos nos comportamos ao passar pela vida das outras pessoas. Será que temos estado apenas de maneira passiva esperando que os outros façam algo por nós? Ou temos incentivado trocas de experiência e motivado o outro a experimentar seus potenciais?

Ninguém precisa se transformar em orador motivacional ou coaching de autoestima. Basta passar um tempinho olhando menos para si mesmo e um pouco mais para a necessidade do outro, para se surpreender com o fato de que há sempre algo simples que pode ser dito ou feito.

Concordo com Will quando ele diz para Louisa, em uma das partes mais emocionantes da história, que não é nosso passado que define quem somos. Agora estou curiosa para ler “Depois de você”, que é a continuação do livro. Afinal, no fundo, o que realmente importa não é necessariamente o que aconteceu até o momento. Mas o que pode ser feito a partir daquilo que aconteceu.

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