Com a crise financeira que assombra todo o país, vários estados começaram a represar pagamentos a servidores e fornecedores e a dívida acumulada nos quatro primeiros meses deste ano já chega a R$ 11,4 bilhões. Segundo relatório da Folha de São Paulo, o passivo registrou aumento de 82% se comparado ao mesmo período do ano passado.
Na prática, atrasar pagamentos a fornecedores e servidores significa um endividamento de curto prazo sem juros, mas que prejudica os envolvidos. Segundo a publicação, os secretários estaduais da Fazenda culpam o governo federal, os juros e as desonerações de impostos feitas pela União pela crise.
Segundo ranking feito pela Folha, a Bahia é o segundo estado que represou em pagamentos até abril deste ano, perdendo somente para o Rio de Janeiro. Segundo os dados, o estado baiano atrasou R$ 1.087,03 bilhão neste início de 2016. O Rio, no entanto, atrasou pagamentos em mais de R$ 4 bilhões.
A Lei de Responsabilidade Fiscal não prevê punição para este tipo de dívida.
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