O ex-jogador de futebol Edilson “Capetinha” continua preso na Delegacia de Polícia Especializada da Polícia Civil do Distrito Federal até que pague a pensão de 430 mil. O valor é a soma de três anos, corrigidos, do benefício atrasado.
Pentacampeão com a Seleção Brasileira em 2002 foi preso neste sábado (16), por não pagar pensão alimentícia. Ele foi detido no Aeroporto Internacional de Brasília por agentes da Delegacia de Captura Policial Interestadual (DCPI), após desembarcar de um voo vindo de Salvador.
Segundo o advogado representante da mãe do filho de Edilson, Eduardo Gasparini, o mandato de prisão foi expedido para 30 dias e não prevê pagamento de fiança. “Ele pagando o valor devido, será libertado. Caso não pague a pensão em 30 dias, o prazo pode ser prorrogado por mais um mês”, afirmou. Até às 20h de hoje Edilson ainda se encontrava preso.
Ainda de acordo com Gasparini, o pagamento da dívida pode ser negociado. “O valor corresponde a pensão e juros e ele pode tentar um acordo para fazer o pagamento”, acrescentou.
Aprovada em 2010, valor da pensão alimentícia é de dez salários mínimos.
recorrente - Edílson já havia se envolvido em problemas com a Justiça no início do ano. Em fevereiro, uma denúncia do Ministério Público Federal contra ele foi acatada pela Justiça Federal por conta da suposta participação do ex-jogador numa quadrilha que fraudava pagamentos de prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal (CEF).
Em 2014, o ex-atacante também foi preso por não pagar pensão alimentícia. Na ocasião, ele foi detido em Salvador por conta de uma dívida de R$ 102 mil.
Aos 44 anos, Edílson havia acertado neste ano o seu retorno ao futebol para defender o Taboão da Serra, que disputa a quarta divisão do Campeonato Paulista. Além do pentacampeonato com a Seleção Brasileira, o ex-atacante consolidou uma carreira vitoriosa com títulos conquistados por Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Vitória, entre outros.
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