A Comissão Nacional do Exame de Ordem e integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção do Estado da Bahia (OAB), juntamente com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realiza a prova, se reúnem na manhã desta quarta-feira (27) no Rio de Janeiro para definir a nova data para o exame em Salvador. A prova, que aconteceria neste domingo (24), foi suspensa após um homem ameaçar os demais candidatos que estavam no prédio de oito andares da Unijorge, na Avenida Paralela.
O bacharel em Direito, Frank Oliveira da Costa, tentava pela 18ª vez o Exame. Testemunhas contaram que ele mostrava a suposta bomba presa ao corpo. A situação começou no sétimo andar do prédio 1 do campus da Unijorge por volta das 12h50. Frank, que aparentava distúrbios psicológicos, só se rendeu após negociação de quatro horas com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O bacharel vai responder em liberdade.
Apenas as provas em Salvador foram canceladas. Ao todo, na Bahia, 6 mil estudantes fariam a prova ontem, em sete municípios: Salvador, Barreiras, Feira de Santana, Ilhéus, Juazeiro, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. A segunda fase está marcada para o dia 18 de setembro.
A assessoria da OAB não soube informar o prejuízo provocado com o cancelamento do exame, nem informações sobre o processo que Frank move contra a instituição – ele entrou com pedido há duas semanas na Justiça Federal contra a Ordem.
Muitos candidatos reclamaram da segurança no prédio. “A gente não é revistado, não tem detector de metais”, reclamou Lucas Cavalcanti. A OAB atribuiu a questão da segurança à Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada pela Ordem para a organização do certame.
“A OAB é responsável por fiscalizar a aplicação da prova, mas a questão da segurança é com FVG. Nós nos preparamos para evitar pesca na prova, não para evitar um atentado terrorista”, disse Betha.
Advogado da FVG, Eliomar Melo, afirmou que a prova foi mantida em todo país. Segundo ele, policiais militares, que já estavam no prédio conseguiram controlar a situação imediatamente e isolar a área. “Vamos fazer o exame em outra data, para que ninguém tenha prejuízo”, disse, o presidente da OAB-BA, Luiz Viana Filho, que foi ao local.
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