No hospital, conforme o registro policial, os médicos constataram que ela tinha fratura no maxilar e em uma das pernas, hematomas no rosto e vestígios de violência sexual. O Conselho Tutelar foi acionado e avisou a polícia.
"Quado eu viu que era uma criança que estava em acompanhamento, uma criança que estava em família substituta fiquei indignada pela situação que eu vi, pela violência que essa criança estava encontrada, pela tamanha violência com uma criança de três anos", disse a coordenadora do Conselho Tutelar da aldeia Bororó, Isabel Machado
A criança foi transferida para o Hospital da Vida devido à gravidade dos ferimentos, mas, não resistiu e morreu à noite. Os suspeitos foram presos também na mesma noite, em casa, na aldeia Bororo.
Os suspeitos são tios da criança. Ele é irmão da mãe da menina e ela, esposa dele. O casal tem a guarda da pequena desde 2 de dezembro de 2015, segundo boletim de ocorrência, porque a mãe dela está presa.
"Ela estava com os tios porque passou por um processo de estudo psicossocial, de uma avação técnica do Cras indígena, de uma audiência realizada pelo juiz da infância e juventude onde houve uma audiência concentrada com a participação do Ministério Público, lideranças e Funai", afirmou o assessor jurídico da Vara da Infância e Juventude, Robson dos Santos.
À polícia, o casal faz declarações contraditórias, fala que a sobrinha caiu de bicicleta, que se feriu com chaleira quente e que tentava educar a criança. O caso foi registrado como estupro de vulnerável.
"Ela tinha queimaduras muito graves tanto nas nádegas quanto na vagina e outros sinais que demonstram que outros tipos de objetos podem ter sido utilizados para agredi-la. Ela tinha sinais de abuso sexual tanto vaginal quanto anal. Tinha lesões nas costas e na boquinha que dificultava que ela falava para pedir água", explicou a delegada da Mulher, Paula Ribeiro dos Santos.
Fraude Judicial Operação Espectro prende dois suspeitos de golpe do falso advogado e bloqueia R$ 3,5 milhões
Dinheiro Público Cristian Bell recebeu R$ 5,4 milhões do Governo da Bahia; pagamentos chamam atenção em meio à militância política da família
Fred Tognin Quando um filho vai embora
Eleições 2026 Vereador do PL acusa Ivoneide de “aterrorizar” trabalhadores após BYD negar contato sobre eleições
Operação Influenciadores são presos por esquema de jogos ilegais com R$ 84 milhões na Bahia
Caso de 2018 Justiça adia júri de mulher acusada de envenenar mãe e duas filhas em Maragogipe