Prevaleceu a força política do PMDB e o deputado estadual Bruno Reis foi escolhido pelo prefeito ACM Neto (DEM) para ser o vice de sua chapa na campanha da reeleição. As negociações do prefeito com os partidos aliados duraram um mês e a disputa mais acirrada se concentrou em duas siglas, o PMDB, cujo principal cacique é o ministro de Governo Geddel Vieira Lima, e o PRB, partido controlado pela Igreja Universal que havia indicado João Roma, ex-assessor de gabinete de Neto.
"Confirmo oficialmente pra vcs, em primeira mão, que o candidato a vice na minha chapa será o deputado estadual Bruno Reis", anunciou Neto via Twitter.
Também disputavam a vaga Luiz Carreira, Sílvio Pinheiro (ambos ex-secretários da prefeitura) e a atual vice-prefeita Célia Sacramento. O "olho-grande" dos candidatos se deve ao fato de Neto provavelmente se licenciar do cargo em 2018 para disputar a eleição de governador, o que ele diz que não decidiu. Se sair, entrega a cidade para o vice.
Pesou na decisão do prefeito o fato de o PMDB ter o maior tempo no horário eleitoral e comandar a presidência da República com o presidente interino Michel Temer, o que pode facilitar captação de verbas.
Assessor e secretário
O escolhido Bruno Reis manifestou o desejo de ser o nome peemedebista para o vice com o apoio da família Vieira Lima (Geddel e o seu irmão deputado Lúcio), que controla o PMDB-BA. Formado em direito pela Universidade Católica do Salvador, é pós-graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.
Amigo chegado do prefeito, foi assessor de Neto quando ele exerceu o mandato de deputado federal, entre 2000 e 2010. Eleito deputado estadual pelo Partido Republicano Progressista (PRP) para o período de 2011-2015. Reeleito pelo PMDB, para o período 2015-2019, licenciou-se em março de 2015 para assumir o cargo de secretário municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza na gestão de Neto.
Durante as tratativas para a escolha do vice, Reis costumava assinalar o fato de o PMDB ter condições de ajudar a futura gestão do prefeito ACM Neto e representará muito no quadro sucessório de 2018. Lembrou que, além de tudo isso, o partido espera contrapartida do DEM. "O PMDB já fez algumas concessões. Por exemplo: quando em 2014 Geddel abriu mão de se candidatar a governador para apoiar Paulo Souto".
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