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Homem é preso por ofertar vaga de modelo e coagir vítima à prostituição

Agressor estuprou e filmou agressão para chantagear mulher, diz polícia.

16/08/2016 11h41 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: G1
Homem é preso por ofertar vaga de modelo e coagir vítima à prostituição

Após quase dois meses de investigação, um homem suspeito de ofertar falsas vagas de emprego a mulheres e depois coagi-las à prostituição foi preso em casa, no município de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. De acordo com a polícia, investigações apontam que ele atuava em hotéis da capital baiana e que já fez mais de 50 vítimas.

Em entrevista ao G1, a delegada Maria Selma Lima, titular da 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba), contou que o suspeito começou a ser investigado em junho deste ano após a denúncia de uma das vítimas. Trata-se de uma jovem de 18 anos.

Conforme Maria Selma Lima, a vítima contou em depoimento que foi atraída para uma falsa oferta de emprego para modelo. Durante os supostos testes de seleção, foi estuprada e teve a agressão sexual gravada pelo aliciador. Por meio da imagens, a polícia afirma que ele chantageou a vítima e a obrigou a se prostituir para ter os lucros dos programas.

"Ele disse que ela seria modelo. Para isso, ela teria que fazer um teste de lingerie para ver se tinha o corpo para isso. O ensaio foi feito em um hotel [na Pituba]. Depois do ensaio, ele disse que teria que fazer as fotos. Foi quando ele estuprou e filmou para chantagear. Ela se tornou escrava sexual. Fazia cinco programas por dia e ele não repassava quase nada para ela", contou.

Com base nos relatos da vítima, a delegada disse que a polícia já tem um acervo fotográfico que aponta que ao menos 50 mulheres sejam vítimas do suspeito. Para a polícia, o aliciador atua sob uma chefia, que já teve a identidade descoberta e que não terá o nome divulgado para não atrapalhar as investigações.

De acordo a delegada Maria Selma Lima, as primeiras apurações do crime apontam que as mulheres vítimas do agressor, após serem coagidas, se prostituíam usando nomes iguais. A vítima de 18 anos, por exemplo, integrava um grupo de mulheres chamadas de Rafaela.

O suspeito do crime foi preso em casa e é mantido na 16ª Delegacia Territorial, onde aguarda transferência para uma unidade penal. Ele será apresentado à imprensa na própria unidade, no final da manhã desta terça-feira (16), às 11h.

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