A presidente afastada Dilma Rousseff divulgou nesta terça-feira (16) uma carta aberta onde defende a realização de um plebiscito para novas eleições. A petista propôs um pacto de fortalecimento dos valores do estado democrático de direito, da soberania nacional, do desenvolvimento econômico e das conquistas sociais.
"Estou convencida pela necessidade de convocação de plebiscito com o objetivo de consultar a população para antecipar as eleições e realizar uma reforma política", frisou.
Dilma disse ainda que caso o impeachment seja consumado, sem crime de responsabilidade, o Brasil terá um golpe de Estado. "O colégio eleitoral de milhões seria substituído, sem a devida sustentação constitucional, por um colégio eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe, seguido de eleição indireta", disse.
A presidente voltou a afirmar que é inocente e que não cometeu crime de responsabilidade fiscal. Segunda ela, no sistema presidencialista, não basta a desconfiança política para afastar um presidente. "Quem afasta pelo conjunto da obra é o povo e só o povo nas eleições".
Ela disse ainda que caso o Senado decida pelo seu retorno à Presidência uma nova realidade política surgirá no país. "Meu retorno à Presidência, por decisão do Senado Federal, significará a afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir decisivamente para o surgimento de uma nova e promissora realidade política".
Veja vídeo:
Eleições 2026 Campanha de Lula apresenta acordo com Flávio para abrir sigilos
Eleições 2026 Termina nesta quinta (22) o prazo para realização de comícios e ações de campanha
Disputa Eleitoral Kassio Nunes Marques descarta proibição de canais do WhatsApp antes da eleição
Justiça Democracia exige que perdedor respeite as regras do jogo, diz Fachin
2º Turno TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição
Eleições 2026 Conselho da Meta aponta falhas recorrentes e cobra transparência na moderação eleitoral