A crescente taxa de desemprego em todo o país é preocupante. Por outro lado, tem desafiado trabalhadores a explorar alternativas para ganhar dinheiro. Em Mata de São João, em meio às poucas oportunidades de emprego que surgem, as pessoas usam a criatividade para encontrar maneiras lucrativas de gerar renda para o próprio sustento ou da família.
Tatiany Cristina, 22 anos trabalha com a comercialização de produtos de beleza (Foto: Divulgação)
Tatiany Cristina, 22 anos, desempregada há mais de seis meses, afirma que consegue viver da renda que tira com a venda dos produtos da Mary Kay. De acordo com a jovem, os produtos de cosméticos é bastante conhecido e somado a ‘lábia de vendedora’, que acredita ter, alcança um lucro bastante significativo no final do mês. “Consigo fazer um bom dinheiro, dependendo do mês e da minha disposição tiro mais que um salário mínimo. Mesmo desempregada não fico de braços cruzados, vou a luta e vendo meus produtos. Amo o que faço!”, destaca.
A venda de produtos da Mary Kay tem contribuído com renda de muitas famílias
Mary Santos trabalha como revendedora há seis anos e há três se tornou Microempreendedor Individual (MEI). “Sou uma revendedora e também uma das pessoas que motiva outras a ingressarem no ramo, pois acredito que revender produtos de catálogo tem ajudado pessoas à driblar a crise financeira”, avalia.
Outra revendedora matense afirma que o mercado informal é um desafio diário, porque é necessário ter garra e muitas vezes estar disposta a não apenas vender o produto, como orientar os clientes. “Eu me sinto uma vitoriosa, pois percebo que é um mercado crescente, muitas pessoas vendem produtos de beleza e nós temos que ter um diferencial para atrair os clientes, no meu caso, fiz curso de maquiagem para orientá-los sobre o tipo de produto que deve usar e como aplicar na pele”, explica Ana Cléia Cardoso, que trabalha como revendedora da Mary kay e Eudora há três anos.
O aumento da taxa do desemprego acompanha o crescimento do comércio informal e atividades autônomas. O número de trabalhadores por conta própria (sem o auxílio de empregados remunerados) teve um crescimento de 4,6% em 2015, frente ao ano anterior, ou 204 mil pessoas a mais no período, segundo o IBGE.
Diante da crise financeira, e consequentemente o fechamento de posto de trabalhos em várias cidades, o trabalhador desempregado que tem contas a pagar, enfrenta desafios e se descobre diante de novas perspectivas. “Hoje me sinto realizada, pois faço com amor e não apenas pelo dinheiro”, conclui Mary Santos.
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