Em março, Moro autorizou Bumlai a cumprir recolhimento domiciliar para fazer tratamento contra câncer na bexiga durante três meses. Nesse período, o empresário foi monitorado por tornozeleira eletrônica. No dia 10 de agosto, Moro determinou que Bumlai voltasse à prisão no dia 23 de agosto por entender que o empresário oferece risco às investigações da Lava Jato.
Na decisão, o juiz citou que Bumlai responde ação penal na Justiça do Distrito Federal pela suposta tentativa de impedir o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de assinar acordo de delação premiada.
“Considerando a proximidade do dia 23/08 e para evitar riscos desnecessários ao acusado, adio, por ora, para 30/08 sua reapresentação à Polícia Federal em Curitiba, sem prejuízo de nova avaliação se necessário”, decidiu o juiz.
No mesmo processo, são réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o filho do empresário, Mauricio Bumlai. A investigação foi aberta com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.
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