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Fisioterapeuta destaca a importância da equoterapia

De acordo com o fisioterapeuta, Rui Aragão a técnica é realizada com o auxílio do cavalo como ‘instrumento’ terapêutico.

23/08/2016 15h52 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Tainá Cristina/ Mais Região
Fisioterapeuta destaca a importância da equoterapia

Desenvolvimento físico e psicológico, ampliação da coordenação motora, equilíbrio e integração social, são alguns dos benefícios que equoterapia promove em crianças com deficiência e pessoas com alguma dificuldade ortopédica. De acordo com o fisioterapeuta, Rui Aragão a técnica é realizada com o auxílio do cavalo como ‘instrumento’ terapêutico.

Em entrevista com o Mais Região, Rui Aragão destaca passo a passo do tratamento. “O público alvo são crianças a partir de 10 anos, com patologias como paralisia cerebral, Síndrome de Down, autistas ou esclerose múltipla. Ao entrar em contato com o cavalo, o fisioterapeuta trabalha o toque, o senso de equilíbrio do paciente, que por sua vez, é levado a interagir com o profissional e focar a atenção nas instruções”, ressalta.

Para o fisioterapeuta, a modalidade é prazerosa e o resultado é gradativo, e por isso se faz importante a persistência e a colaboração do paciente e profissional. “Através de um processo de estimulação precoce existe um trabalho interdisciplinar, um trabalho diretamente com o paciente, através da prática de exercícios repetitivos, com a duração de 30 minutos”, explica.

Segundo Rui Aragão, em Mata de São João não é comum a prática da modalidade, mas o fisioterapeuta busca incentivo para inserir a técnica, a fim de contribuir com a saúde de crianças com deficiência física. “Seria muito bom se as pessoas tivessem conhecimento do que está sendo feito, que participassem, passassem a ler, buscar ter um grau melhor de entendimento, além de aceitar as diferenças e abraçar as possibilidades de melhorar, pois, o próprio trabalho de fisioterapia faz com que a criança se torne cada vez mais independente”, afirma.

Para o tratamento é necessário que o paciente receba o apoio da família e principalmente o acompanhamento dos pais. “O paciente tende a ter um comportamento diferenciado ao longo do tratamento, como se estivessem ganhando um brinquedo novo. Na verdade, essa reação de descoberta merece uma atenção dos pais, bem como cuidados e acompanhamento", conclui.

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