Ao abrir a primeira sessão da fase final do julgamento do processo de impeachment contra a presidenta afastada Dilma Rousseff, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, fez um discurso lembrando da responsabilidade dos senadores.
Lewandowski lembrou que, a partir de agora, os senadores "transmutam-se em verdadeiros juízes". Nessa condição, o ministro disse que devem ser deixadas de lado posições ideológicas, preferências políticas e inclinações pessoais.
Ainda lembrando a seriedade desse processo, o ministro lembrou o Código de Ética da Magistratura: “o juiz no desempenho de sua árdua, mas ao mesmo tempo sublime missão, deve nortear-se em especial pelos princípios da independência, da imparcialidade, do conhecimento e da capacitação agindo com cortesia, transparência prudência, diligência, integridade, dignidade honra e decoro”, destacou para julgar a petista, o magistrado orientou que eles atuem “com a máxima isenção e objetividade, considerando os fatos tais como se apresentam nos autos do processo e as leis que sobre eles incidem”.
O ministro também esclareceu que será rígido e não vai permitir qualquer tentativa das partes para procrastinar o andamento do julgamento que, garantiu, começa hoje, mas não tem data certa para terminar, já que transcorrerá com toda tranquilidade.
Ricardo Lewandowski disse que o primeiro intervalo de uma hora da sessão desta quinta-feira será às 13h e o segundo às 18h. A partir daí, a sessão será interrompida a cada quatro horas.
Hoje e amanhã o senadores vão ouvir as oito testemunhas arroladas no processo: duas da acusação e seis da defesa.
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