O município de Dias d'Ávila se destacou num estudo inédito feito pelo Jornal Folha de S. Paulo, divulgado neste sábado (27). No Ranking de Eficiência dos Municípios - Folha (REM-F), a cidade se sobressai como eficiente por usar melhor os recursos financeiros em educação, saúde e saneamento.
Entre os três componentes avaliados pela Folha em todo país, os investimentos com saneamento em Dias d'Ávila teve o maior destaque, obtendo a nota 0,748, sendo que a média nacional é de 0,567.
Os investimentos com Educação e Saúde também ficaram acima da média nacional. De todo dinheiro gasto em Dias d'Ávila, segundo o estudo, 40% vai para educação e 25% para a Saúde.
Ainda segundo o estudo, o município conta com a média de três servidores para cada grupo de 100 mil habitantes, bem abaixo da média nacional, que é de 5,1. Segundo o REM-F, quanto maior o percentual de aumento do número de servidores entre 2004 e 2014, pior a eficácia das prefeituras nas áreas de saúde, educação e saneamento.O Funcionalismo é ponto decisivo para a eficiência dos municípios no ranking.
Dias d'Ávila obteve a nota 0,523, ficando entre os cinco municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) a obter o título de administração eficiente.
- Vera Cruz 0,562 (Eficiente)
- Itaparica 0,554 (Eficiente)
- Pojuca 0,527 (Eficiente)
- Dias d'Ávila 0,523 (Eficiente)
- Simões Filho 0,518 (Eficiente)
- Mata de São João 0,493 (Alguma eficiência)
- São Sebastião do Passé 0,492 (Alguma eficiência)
- Salvador 0,473 (Alguma eficiência)
- Candeias 0,460 (Alguma eficiência)
- Camaçari 0,458 (Alguma eficiência)
Cachoeira da Prata em Minas Gerais foi o município mais bem avaliado no ranking da Folha de S. Paulo. O município mineiro obteve 0,656 no estudo.
O ranking espelha alguns dos resultados da dinâmica atual da economia brasileira: gastos públicos crescentes, inchaço do funcionalismo, perda de participação da indústria e a ascensão de regiões promissoras como o Nordeste e de áreas como o agronegócio.
Elas retratam parte do atual drama nacional: a dependência cresc Elas retratam parte do atual drama nacional: a dependência crescente que os municípios têm dos recursos não gerados localmente e a perda de dinamismo de setores como o industrial, que teve sua fatia no PIB reduzida de 28,5% para 22,7% na última década.
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