01/09/2016 09h03 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Wellington Lázaro
No primeiro momento pensei no meu chefe e já tinha a resposta: CLARO QUE SIM! Em seguida, como se um de meus funcionários estivesse ali do meu lado, pensei: qual seria a resposta dos colaboradores que trabalham comigo e são subordinados à minha chefia, a meu respeito?
Será que levariam também um segundo para responder a graciosidade de um belo “Sim”, ou ainda, um temperado e gracioso: “Claro que sim”? Ou, no amargar da resposta, ouviria um: “Deus me livre!”, ou ainda um seco e rápido “Não!”?
Nos dias de hoje a efetividade (produtividade com eficiência e menor custo) é o ícone do mundo dos negócios! Cada dia mais as empresas querem maiores resultados e isso acarreta na necessidade de uma boa gestão, para não dizer a obrigatoriedade de “excelência de gestão”.
Fiz uma pequena pesquisa entre meus colaboradores e, acabei ouvindo muitos “SIM´s”, quase 100%, porém, com algumas ressalvas. Essas ressalvas é que me interessaram.
O que incomodava os meus funcionários no meu comportamento, a ponto de me advertirem a necessidade de mudança para garantir uma contratação sob a gerência dos mesmos? “excesso de cobrança”, “pressão de resultado”, “mais em menor tempo”, “faça devagar que eu estou com pressa!”, “SV = Se Vire”, “Você não pode se comportar com efeito Gabriela (eu nasci assim, eu cresci assim), para cada ato uma mudança”, foram alguns dos Jargões que disseram que ouvirei no meu primeiro dia de trabalho, já que essas expressões são minhas cotidianas para eles. Ok.
Mas além desses comentários, existiu um comentário unânime aos que me advertiram: “precisa ouvir mais!”. Ok mais uma vez! Ouvir! Estou aprendendo essa qualidade dificílima! Adversa aos que precisam falar! Mas seria uma contradição da minha parte discordar que eu, na condição de gestor, também preciso ouvir mais, já que repito diariamente: “Você tem uma boca e dois ouvidos, ouça mais e fale menos!”.
Acredito que eu tenha um pouco de experiência de gestão e consiga essa vaga tão almejada. Ufa! Por outro lado me vieram aqueles pensamentos de repassar a bola de gestão: “Agora ele(a) vai ver o que é bom! Vai ver como é difícil gerenciar!”. Sim! É muito difícil gerenciar! Ou você acha que aqueles que dependem direta ou indiretamente do resultado de seu trabalho (na condição de clientes ou até de contribuintes, já que sou gestor da Fazenda Pública Municipal de Mata de São João) querem saber por que o sistema da empresa está com problema? Ou por que determinada sala da empresa está com o ar condicionado quebrado? Ou por que está faltando material de expediente? Etc, etc, etc...Não! Ninguém quer saber como resolver isso? Apontar é fácil! Difícil é gerenciar essas questões!
Sim. Verdade. É difícil mesmo gerenciar. Porém, mais difícil ainda é ser gerenciado. Todo bom professor, com certeza foi um bom aluno (claro que existem as exceções, mas nesse caso são raras!). Por isso, trazendo esse raciocínio para seu modelo de gestão, independente de qual seja, se coloque no lugar do gerenciado. Pense quais serão as dificuldades que ele terá e se você estivesse no lugar dele o que faria? E como gostaria de ser gerenciado, se estivesse sendo gerenciado por ele ou por outro subordinado?
Pensando nas empresas públicas, em especial, Câmaras de Vereadores e Prefeituras, VAI A DICA AOS CANDIDATOS: Vocês estão preparados para serem contratados? Será que tem cacife para ser contratado? São vários dias de entrevista de emprego (período eleitoral)! É como uma seleção de empresa, para uma vaga de Prefeito e 13 de vereadores. Quer seja candidato a Vereador ou à Prefeito, é preciso entender que ser eleito não significa apenas o sabor da vitória. Ganhou! Pronto? Claro que não! Isso aqui não é olimpíada!
O Prefeito eleito será responsável pela gerência de uma empresa com milhares de pessoas (população), que serão tratadas como sócios e ao mesmo tempo serão subordinados, e mais de 100.000 clientes, entre diretos e indiretos (população + turistas + visitantes diários). Nesse caso, a única diferença é que os “chefes”, na condição de população, podem ou não ter competência de estar em seu lugar, sendo gestores públicos (na condição de Prefeitos e Vereadores), mas, mesmo assim, terão o direito e até dever de cobrar resultado!
Por isso, vale a dica para os eleitores: Se você tivesse uma empresa grande, contrataria o seu candidato, quer seja à Prefeito ou à Vereador, para trabalhar em sua empresa? Será que ele está preparado para suprir as demandas de milhares de pessoas, com opiniões, vontades e desejos distintos? PENSE NISSO!