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Geral O tamanho do rombo

Sem reforma da Previdência, país deve empobrecer

Crescimento mais acelerado da força de trabalho pode ter fim em 2030; margem do governo Temer está encolhendo

11/09/2016 13h03
Por: Redação Fonte: Folha de S. Paulo
O Brasil se tornará um país envelhecido e pobre nas próximas décadas se não avançar com urgência em políticas para reformar seu regime de aposentadorias e melhorar a qualidade da educação.

O tempo que ele tem para fazer isso se tornou curto, porque se aproxima do fim o impulso que a demografia dá ao crescimento enquanto o grupo de pessoas em idade para trabalhar cresce a um ritmo mais rápido do que o número de crianças e idosos. 

Conhecida como bônus demográfico, essa fase começou na década de 70 e terminará antes de 2030, dizem especialistas. Nesse período, pessoas nascidas na explosão populacional dos anos 50 e 60 chegaram ao mercado de trabalho, e a taxa de fecundidade do país começou a declinar. 

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O primeiro efeito positivo disso foi ter mais gente capaz de gerar renda para dar assistência a crianças e idosos.

No período de 1980 e 2010, a população que tem entre 15 e 59 anos saltou de 56% para 65% do total no Brasil. 

O aumento da força de trabalho também leva à expansão da poupança e da capacidade de investimento, elevando o potencial de crescimento da economia e da renda.

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O problema no caso do Brasil é que ele não conseguiu aproveitar essa fase para criar as condições necessárias para equilibrar as despesas com a Previdência, a fatia dos gastos do governo que mais cresce.

 Isso reduz a margem de manobra do atual governo para reformar a Previdência. O presidente Michel Temer promete apresentar seu projeto ao Congresso neste mês.

"O bônus demográfico pode se tornar uma espécie de energia desperdiçada", diz o economista Paulo Tafner, especializado em Previdência.

 Para que isso não ocorra, segundo os especialistas, será necessário aumentar a qualificação dos trabalhadores e tomar medidas para frear os gastos da Previdência. 

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