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Política em Foco Política

Guido Mantega é preso na 34ª fase da Operação Lava Jato

Guido acompanhava uma cirurgia da mulher no Hospital Albert Einstein quando foi abordado pelos policiais federais.

22/09/2016 08h46 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
Guido Mantega é preso na 34ª fase da Operação Lava Jato

Deflagrada na manhã desta quinta-feira (22), a 34ª fase da Operação Lava Jato prendeu o ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, Guido Mantega. Guido acompanhava uma cirurgia da mulher no Hospital Albert Einstein quando foi abordado pelos policiais federais. 

Segundo o advogado do ex-ministro, Roberto Batochio, a ordem de busca e apreensão veio de Curitiba, onde se desenrola a Lava Jato. 

Mantega é suspeito de atuar para arrecadar propinas para o PT em 2012 em contratos de duas plataformas, P67 e P70. A Federal cumpre mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito federal.


Arquivo X 

A Polícia Federal (PF), com o apoio da Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje (19) a 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X. As equipes policiais estão cumprindo 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e oito mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para delegacia, preste depoimento e, em seguida, é liberada.

Nesta fase da Lava Jato são investigados fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P-70) para a exploração de petróleo na camada pré-sal.

"Utilizando-se de expedientes já revelados no bojo da Operação Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto", diz a nota da PF.

Segundo a polícia, durante as investigações verificou-se ainda que, no ano de 2012, um ex-ministro da Fazenda teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido. "São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro".

Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo mandados judiciais em cidades nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, da Bahia e no Distrito Federal.

O nome  Arquivo X dado à operação é uma referência a um dos grupos empresarias investigados e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial.

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