O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na Justiça de primeira instância, revogou a prisão Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda nos governos de Lula e Dilma Rousseff. A decisão saiu horas após ele ser preso temporariamente durante a 34ª fase da Lava Jato.
Moro levou em consideração o fato da esposa do ex-ministro está internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, após passar por uma cirurgia. Mantega foi detido dentro da unidade de saúde.
O juiz alegou que ele, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) não sabiam do estado de saúde da mulher do ex-ministro. Moro também argumentou que Mantega, uma vez solto, não deve oferecer riscos ou interferir na coleta de provas, já que as buscas já foram iniciadas.
Inicialmente, os policiais federais foram na casa do ex-ministro. Em seguida, eles seguiram para o hospital, onde prenderam Mantega. O advogado dele, José Roberto Batochio, condenou a ação da PF.
A ação, batizada de "Arquivo X", investiga contratos da Petrobras com empresas para construir duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal. Os acordos tiveram o valor de US$ 922 milhões.
Segundo a PF, as empresas Mendes Júnior e OSX se associaram a um consórcio para obter os contratos, apesar de não ter experiência, estrutura e preparo para realizar as obras. Eike Batista era presidente do Conselho de Administração da OSX.
A investigação aponta para fraude em licitação, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos agentes e partidos políticos. De acordo com a PF, em 2012, Mantega teria negociado com uma das empresas o repasse verba para pagamento de dívidas de campanha de um partido político.
Sem citar diretamente o PT e seu ex-marqueteiro João Santana, a PF diz que esse dinheiro foi encaminhado para pagamento de pessoas que atuaram no marketing da campanha política desse mesmo partido.
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