A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, deve ser julgada nesta terça-feira (27) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O casal foi denunciado ao Supremo sob acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora no ano de 2010. Segundo delatores da Operação Lava Jato, o dinheiro veio de recursos desviados de contratos da Petrobras. Gleisi e Bernardo foram citados nas delações do doleiro Alberto Yousseff.
A defesa do casal afirmou que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada. “A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ato ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado Federal no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral.”. O ministro Teori Zavascki é o relator da denúncia, cujo colegiado também é formado pelos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
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