O ex-ministro Antônio Palocci, que foi preso temporariamente na 35ª fase da Operação Lava Jato, deve prestar depoimento na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, a partir das 14h desta quinta-feira (29). Branislav Kontic que atuou como assessor na campanha do ex-ministro em 2006, também deve ser interrogado, a partir das 10h.
O ex-ministro é suspeito de receber propina da Odebrecht para atuar em favor da empresa, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões do governo federal.
O ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio, que também foi preso na atual fase, prestou depoimento nesta quarta (28). "Ele nega as acusações. Ele jamais recebeu qualquer valor em nome do Palocci ou de qualquer outro. Desde 2005, a atividade dele é eminentemente privada e não tem qualquer relação com políticos", disse o advogado Cristiano Maronna.
O prazo da prisão temporária dos três investigados vence nesta sexta-feira (30) e pode ser prorrogado por mais cinco dias ou convertido para prisão preventiva, que é quando não há prazo determinado para deixar a carceragem.
Os pedidos para a prorrogação ou conversão para preventiva podem ser feitos tanto pelos delegados da PF quanto pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). A decisão cabe ao juiz Sérgio Moro, que é responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.
Palocci teve R$ 814 mil bloqueados em três contas bancárias e mais R$ 30 milhões de sua empresa de consultoria, conforme informou o Banco Central à Justiça Federal nesta quarta-feira (28). Moro havia determinado o confisco de até R$ 128 milhões.
O juiz também decretou o bloqueio de até R$ 128 milhões de Dourado e Branislav, mas os valores encontrados são menores do que os determinados.
Da mesma forma, a medida atingia as contas das empresas Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda e J&F Assessoria Ltda, que foram citadas nesta fase. Ainda segundo o juiz Sérgio Moro, a empresa de consultoria pertence a Palocci, e Juscelino Antônio Dourado é sócio da empresa J&F Assessoria Ltda.
Quando determinou o bloqueio, Moro afirmou que a determinação não impede a continuidade dos trabalhos das empresas, considerando que elas exerçam atividade econômica real.
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