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PF investiga financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia

'Operação Hidra de Lerna' cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do PT e em agência de publicidade na Barra

04/10/2016 14h23
Por: Redação Fonte: Correio
PF investiga financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (4) a Operação Hidra de Lerna para investigar esquema de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia e de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. São alvos na operação o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e os ex-ministros das Cidades, Mário Negromonte (PP), e Márcio Fortes.

Serão cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na Bahia, Distrito Federal e Rio de Janeiro.  Em Salvador, os mandados são executados na sede do PT, no Rio Vermelho, e na agência de publicidade Propeg, na Barra. A Operação Hidra de Lerna deriva de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela Justiça e em processo de validação pela Polícia Federal.

Em uma das linhas de investigação a suspeita da PF é que os esquemas investigados realizassem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais. Para isto, a empreiteira sob investigação contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil.

Em outra direção, a PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.

O nome da operação faz referência à monstruosa figura da mitologia helênica, que ao ter a cabeça cortada ressurge com duas cabeças. Assim como na mitologia, na Operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma Organização Criminosa, a polícia se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos.

Em nota, o Ministério das Cidades informou que não recebeu nenhuma notificação sobre operação da Polícia Federal envolvendo recursos da pasta, na manhã de hoje. "Em poder das informações, a pasta terá condições de avaliar do que se trata e capacidade de instaurar, imediatamente, Processos Administrativos Disciplinares para investigar a denúncia", diz texto.

O ministério disse ainda que está disponível para colaborar com todas as informações necessárias para "garantir eficiência e transparência na aplicação dos recursos citados".

A agência de publicidade Propeg enviou nota à imprensa e afirmou que está prestando apoio à ação da PF, e que colabora com as investigações desde junho deste ano.

Confira a nota na íntegra:

"Na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, a Polícia Federal realizou buscas nos escritórios da Propeg em Salvador e Brasília e nas residências de executivos da empresa. Na ocasião, prestou-se todo o apoio à ação. 

A Propeg tem auxiliado, por iniciativa própria, desde junho deste ano, as autoridades judiciais para esclarecer e apurar os fatos investigados. A agência antecipou-se e forneceu diversas informações, bem como prestou depoimentos espontâneos. 

No que tange à agência, os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o Partido dos Trabalhadores, o Governador do Estado da Bahia e com a empresa OAS.

Com 50 anos de atuação, a Propeg age com correção, respeito às leis e seguindo as normas do mercado publicitário". 

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