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Entidades de taxistas condenam violência e temem guerra

Pagamos impostos e vêm esses caras querendo tomar nosso lugar. Vamos começar a agir em outubro

05/10/2016 13h31 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: A Tarde
Entidades de taxistas condenam violência e temem guerra

Após a agressão a um motorista da Uber no bairro de Santo Inácio, entidades de taxistas em Salvador ressaltaram que são contra qualquer tipo de violência e temem que ocorrências como essa fomentem ainda mais a rivalidade entre as categorias.

"A preocupação é virar uma guerra entre taxistas e Uber. Imagine se um motorista vem para cima de um taxista, um pai de família. Somos contra violência e defendemos que a melhor maneira de resolver a situação (concorrência com o aplicativo) é sentar e conversar", disse o presidente da Associação Metropolitana de Taxistas, Valdeilson Miguel.

O diretor do Sindicato dos Motoristas Autônomos Taxistas, Marcelo Rosa, também afirmou que essa rivalidade é "perigosa". Rosa defendeu que os motoristas da Uber "não são inimigos dos taxistas. Estamos focados no aplicativo clandestino, que é quem lucra", afirmou.

Áudio no WhatsApp

Apesar do posicionamento contrário a emboscadas e agressões contra os condutores da Uber, um áudio atribuído a um vice-presidente de uma associação de taxistas está circulando nas redes sociais, convocando a categoria a se "insurgir" contra os motoristas do aplicativo.

"Vamos combater com nossa força, vamos partir para cima. Não vamos aceitar colegas passando fome. Pagamos impostos e vêm esses caras querendo tomar nosso lugar. Vamos começar a agir em outubro", disse o homem, sem revelar seu nome.

Valdeilson e Marcelo foram enfáticos em condenar esse tipo de posicionamento e destacaram que essa não é uma orientação das entidades dos taxistas. "Não temos nenhum pacto com esse rapaz. Esse é um ato de irresponsabilidade", criticou Rosa.

"Esse cidadão foi muito infeliz quando alimenta a violência", completou Miguel. Ele também ressaltou que não há comprovação da participação de membros da categoria na agressão contra o motorista da Uber nesta terça. "É preciso esperar a investigação", afirmou.

Ação de criminosos

O comandante da 48ª CIPM (Sussuarana), major Souza Ferreira, descartou envolvimento de taxistas na agressão contra o motorista do Uber. De acordo com ele, Ricardo Souza, 46 anos, foi atacado por criminosos que agem na localidade. Ele foi agredido ao ser chamado para uma corrida nesta terça.

O motorista está internado em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE), na avenida Vasco da Gama. Segundo o motorista David Spínola, o colega teve traumatismo craniano e não conseguiu explicar o teria acontecido com ele. A unidade de saúde não informou sobre o quadro clínico do paciente.

Após o fato, colegas dele protestaram em frente ao escritório da empresa, na avenida Magalhães Neto, pedindo mais rigor no cadastro de usuários no aplicativo. Eles foram recebidos por um representante da Uber, que teria afirmado que essa já era uma preocupação da empresa após amorte de um motorista em São Paulo, em setembro deste ano.

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