O investimento especulado é alto e além dos chineses, conglomerados financeiros de outros países e grupos nacionais, além de Fundos de Saúde, estariam interessados na aquisição do Hospital da Bahia, hoje considerado um dos três hospitais de referência no Brasil, ao lado do Sírio Libanês e Albert Einstein, em São Paulo.
O interesse de grupos empresariais é confirmado pelo diretor-médico do Hospital da Bahia, Marcelo Zollinger, que, contudo, afirma não haver nada de concreto nas propostas especuladas no mercado. “O que é boom desperta interesse”, diz, referindo-se ás especulações, e afirmando que tem recebido diversos comunicados demonstrando esse interesse na compra do hospital. “mas nada que indiquem negociações concretas ou mesmo ofertas que nos levem a estabelecer quaisquer definições a respeito”, diz, taxativo.
Segundo notícias publicadas no Jornal Valor Econômico e que rapidamente foram reproduzidas em vários outros veículos de comunicação, o grupo de investimento chinês Fosun, teria oferecido R$ 1 bilhão para adquirir 55% da participação acionária do Hospital da Bahia. O conglomerado de investidores é um dos maiores do mundo, com faturamento de R$ 8,7 bilhões (R$ 30 bilhões) no primeiro semestre deste ano, e com uma carteira de ativos da ordem de US$ 60 bilhões (aproximadamente R$ 200 bilhões).
O coordenador médico do hospital, o cardiologista Jadelson Andrade, também diz que não existe nada de concreto sobre uma possível venda do hospital a grupos de financiadores estrangeiros. Para Jadelson, o fato de hoje ser um hospital de referência em nível nacional e por ter apresentado uma gestão lucrativa, faz do empreendimento alvo de especulações e interesses econômicos e financeiros. Segundo ele, “o que está sendo noticiado não significa quaisquer realizações de negociações envolvendo a venda do hospital”, reiterou.
Novos investimentos
Funcionando atualmente com 264 leitos, incluindo os de UTI, o Hospital da Bahia é 100% de capital privado, dispondo das mais avançadas tecnologias médicas e especializado nas áreas urologia, cardiologia, oncologia e cirurgia bariátrica. Dispõe ainda de 10 centros cirúrgicos, que deverão aumentar para 17 a partir do próximo ano, com a e entrada em operação de mais um prédio anexo, de 19 andares, que vai oferecer 220 novos leitos.
Conforme explica o diretor-médico do hospital, Marcelo Zollinger, nos últimos cinco anos o hospital reverteu uma situação de dificuldades e passou a apresentar superávit nas suas operações, com uma margem de crescimento de 25%. No ano passado o hospital teria crescido 37%, o que lhe teria facultado um resultado financeiro positivo de R$ 195 milhões, devendo duplicar esse faturamento com a entrada em operação do noivo anexo, que será entregue em janeiro do próximo ano.
Ainda de acordo com o diretor médico do Hospital da Bahia, essa performance operacional despertou o interesse não só de grupos empresariais nacionais como de grupos internacionais. “Hoje somos referência em qualidade e operacionalidade no País, rivalizando-se com hospitais de primeira linha como o Albert Einstein e o Sírio Libanês. E é óbvio que isso desperta o interesse de investidores”, reconheceu.
No ano passado o Hospital da Bahia foi eleito com o Prêmio Gestão Hospitalar, destacado pelo Grupo Criarmed , com o Prêmio Benchmarking Saúde . Neste ano, o seu diretor-médico- superintendente, Marcelo Zollinger, foi escolhido na categoria Empresário do Ano. O Prêmio Benchmarking Saúde é realizado pelo Grupo Criarmed e tem comissão julgadora formada por 80 nomes do trade de saúde nacional, que votam com sigilo, em meio eletrônico.
Inauguração foi em janeiro de 2006
Junto com o Hospital Aliança, o Hospital da Bahia é o único dos grandes hospitais baianos totalmente administrados pela iniciativa privada. Foi inaugurado em 20 de Janeiro de 2006, estabelecendo novos conceitos de assistência à saúde. A partir de sua concepção o complexo hospitalar passou a integrar física e virtualmente por meio de avançado sistema de tecnologia de informática, um moderno Centro Médico, Centro de Diagnóstico por Imagem, Medicina Laboratorial e Unidades de Internação.
Agrega ao arrojado projeto arquitetônico tecnologia de ponta na área de diagnóstico e de informática com utilização do prontuário eletrônico. Funciona em três de edifícios interligados entre si, que se somarão, a partir de janeiro de 2017, a um quarto bloco, formado por um prédio de 19 andares onde funcionarão 220 novos leitos e sete centros cirúrgicos e UTIs.
No Bloco A funcionam o Centro Médico de Consultórios unidades, abrangendo especialidades clínicas e cirúrgicas totalizando 258 consultórios. No Bloco B funcionam as unidades de Emergência Geral Ortopédica em regime de 24 horas com serviços ambulatoriais em Ortopedia e um laboratório de análises clinicas, em convênio com uma instituição privada que dá suporte as unidades do hospital e pacientes externos.
No mesmo bloco, formado por quatro andares, funciona ainda o Centro de Diagnóstico por Imagem – CDI. O bloco C do hospital da Bahia é constituído por nove andares e abriga os setores de checkin e internação.
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