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Bancários fecham acordo e categoria põe fim à greve

Após um mês de paralisação, bancos voltam a funcionar a partir de amanhã (07), exceto a Caixa Econômica que permanece em estado de greve

06/10/2016 23h23 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Agências

Em Assembleia realizada na noite desta quinta-feira (6), em Salvador, os bancários decidiram por fim a grave da categoria que durou um mês. A estimativa do Sindicato dos Bancários é que cerca de 2 mil pessoas tenham participado da votação, que só terminou por volta das 22h. No estado, somente a Caixa Econômica não retorna as atividades a partir de amanhã (07). 

Por volta das 22h, bancários decidiram encerrar a greve nos bancos privados, Brasil, BNB e Nordeste. Caixa Econômica é o único que não retorna as atividades amanhã 
(Crédito/ Divulgação)

Segundo presidente do Sindicato dos Bancários na Bahia, Augusto Vasconcelos, ainda que durante as negociações a proposta inicial  tenha sido melhorada, o aumento foi insuficiente. "Não havíamos possibilidade de avançar mais nas negociações e por isso a categoria decidiu por fim a greve. Foi uma paralisação difícil onde enfrentamos muitos entraves e ameaças. A Caixa é o único banco que mantêm a greve, porque os bancários acreditam que é possível avançar mais em pautas específicas", afirmou ao CORREIO.  

No acordo fechado junto Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) está previsto um reajuste salarial de 8% em 2016 e abono de R$ 3,5 mil. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação.

Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas. Os bancários pediam a reposição da inflação do período, mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.

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