O governo, por enquanto, não pensa em um "plano B" caso a PEC do teto de gastos públicos não seja aprovada na Câmara. A afirmação é do presidente Michel Temer (PMDB), que concedeu entrevista à Rádio Estadão, nesta segunda-feira (10). De acordo com o peemedebista, a aprovação da proposta vai ser "perfeitamente possível".
A votação deve ser iniciada na noite desta segunda. "Vamos esperar primeiro o que vai acontecer nessa votação. Achamos que vai ser perfeitamente possível aprovar. Nem vamos pensar em plano B. Só vamos pensar no plano A", afirmou.
São necessários os votos de ao menos 308 deputados e 49 senadores para que a proposta vire lei. O teto de gastos é tido como uma das principais apostas de Temer na tentativa de sanar o rombo nas contas públicas e acelerar a retomada da economia. Questionado sobre a criação ou não de tributos e impostos, Temer declarou: "Estamos fazendo tudo para não falar em recriar a CPMF. Há 6, 7 meses se falava muito da CPMF. Não falamos mais isso. Por meio do teto, vamos tentar não agravar a situação dos tributos do país".
Apesar disso, o presidente falou em duas alternativas para resolver o problema se a PEC não virar lei. "[Sem o teto] ou você aumenta imposto ou você tem inflação. Dois métodos onerosos para a população. Isso poderá vir a ocorrer", finalizou.
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